Manchas na pele: como distinguir e tratar?Notícias de Saúde

Segunda, 01 de Agosto de 2016 | 10138 Visualizações

Fonte de imagem: clearskinconcierge

Tem a pele com manchas castanhas ou esbranquiçadas? Nota que têm vindo a acentuar-se? Saiba que cuidados deve ter.

As manchas na pele são um problema bastante comum. Mas nem todas as manchas são iguais. A cor e a localização ajudam a descobrir as causas e a instituir um tratamento eficaz.

Causas

Existem várias causas possíveis para o aparecimento e agravamento das inestéticas manchas na pele, tais como:

  • Alterações hormonais;
  • Exposição excessiva ao sol sem proteção contra os raios ultravioleta;
  • Gravidez;
  • Certos medicamentos (por exemplo, anticoncecionais e fotossensibilizantes);
  • Envelhecimento cutâneo;
  • Infeção por fungos;
  • Predisposição genética.

Tipos de manchas

1. Melasma

  • Tem entre 20 e 50 anos e nota cada vez mais manchas escuras (castanhas ou acinzentadas) na pele, sobretudo nas maçãs do rosto, nariz, testa e buço? Gosta de "apanhar sol", mas esquece-se frequentemente do protetor solar? Até já lhe sugeriram que tinha a pele suja? Provavelmente tem melasma, um problema não contagioso provocado pela hiperpigmentação, isto é, pela produção excessiva e distribuição irregular de melanina, pigmento que dá cor à pele.
  • Cerca de 90% dos casos de melasma ocorrem em mulheres e existe história familiar de melasma em cerca de 40% dos casos.
  • Atenção: as pessoas com tom de pele mais escura estão mais sujeitas a desenvolver melasma.

2. Cloasma gravídico ou "pano da gravidez"

  • Está ou esteve grávida e anda preocupada com uma espécie de máscara escura no rosto? A culpa é das hormonas, que fazem disparar a quantidade de melanina. Como a causa da hiperpigmentação deste tipo de melasma é transitória, em princípio a mancha irá desaparecer alguns meses depois do parto.
  • Estudos indicam que mais de 70% das grávidas têm cloasma.

3. Micose superficial da pele ou "pano branco"

  • Se apresenta manchas ou máculas de cor esbranquiçada num tom mais claro do que o seu tom de pele, isso pode ser sinal de uma micose superficial da pele ou pitiríase versicolor (nome científico), vulgarmente chamada "pano branco". Esta despigmentação da pele é provocada por um fungo (Malassezia) presente na pele humana, sobretudo em zonas com maior oleosidade, como o tronco e a face. Este problema, que se associa ao calor e à humidade, provoca ainda descamação e, por vezes, comichão.
  • A micose da pele não se "apanha" na praia ou na piscina, não é contagiosa, não tem qualquer relação com os hábitos de higiene e tem tratamento fácil.

4. Vitiligo

  • Atingindo apenas 1% da população, o vitiligo é uma doença que provoca a despigmentação progressiva da pele, traduzindo-se em manchas de tom leitoso em zonas características. As razões não estão totalmente esclarecidas. Acredita-se que o cantor Michael Jackson sofria desta doença.

Diagnóstico e tratamento das manchas da pele

Cabe ao dermatologista fazer o diagnóstico, excluindo outras doenças que podem determinar alterações da pigmentação, como lentigo solar ou do envelhecimento (manchas da idade), micoses (caso da tinha do corpo ou "impingem"), fotodermatose (como a alergia ao sol), lúpus ou mesmo melanoma.

O protetor solar é a base de qualquer tratamento, que pode incluir ainda cremes tópicos e peelings (no caso do melasma) e medicamentos antifúngicos orais ou sistémicos (no caso da micose da pele). No cloasma gravídico, pode não ser necessário ir além da fotoproteção. Já o vitiligo responde bem ao tratamento de repigmentação.

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