Mamógrafo inovador já existe em PortugalNotícias de Saúde

Domingo, 09 de Março de 2014 | 111 Visualizações

O aparelho permite dar ao especialista uma visão mais pormenorizada do seio. E já salvou a vida a uma repórter americana!

Podia ser mais um mamógrafo, mas não é. Diferencia‑se dos restantes pelas suas características inovadoras, que permitem um visionamento em três dimensões, ajudando a ter uma maior perceção da constituição do seio e a detetar com maior facilidade um possível problema.

Aliás, não é por acaso que, nos Estados Unidos, este mamógrafo salvou a vida a uma jornalista que experimentava o aparelho no âmbito de uma reportagem que estava a realizar. Este novo mamógrafo dá‑se pelo nome de Hologic Tomosíntese 3D e em Portugal foi instalado na Clínica do Dr. Passos Ângelo, em Lisboa, tornando‑se no primeiro a surgir no País.

Esta nova técnica baseia‑se no facto deste equipamento médico efetuar 70 fotografias instantâneas, que correspondem a 70 perspetivas do seio, reconstruindo, depois, uma imagem de forma tridimensional. Assim que conseguida, esta imagem permite uma melhor deteção dos nódulos eventualmente cancerígenos.

Reportagem salvou‑lhe a vida

Tudo aconteceu durante um simples dia de trabalho. Amy Robach, uma jornalista americana, estava a realizar uma reportagem sobre o cancro da mama, para o conhecido programa "Good Morning America", da estação de televisão ABC, e resolveu experimentar este novo mamógrafo.

Mas o inesperado aconteceu. A jornalista descobriu ter cancro da mama e, um mês após o diagnóstico, submeteu‑se a uma dupla mastectomia.

Amy Robach foi escolhida para realizar a reportagem exatamente por ter 40 anos, a idade recomendada para efetuar a primeira mamografia. O que seria uma primeira vez também para a jornalista, que já andava há algum tempo a adiar o exame. E mesmo no âmbito da reportagem, Amy teve as suas dúvidas, mas acabou por ser convencida pela produção.

Durante o programa dedicado à luta contra o cancro da mama, a jornalista falou sobre a experiência com o mamógrafo e concluiu que o exame até tinha sido menos doloroso do que esperava. Porém, o que nunca pensou é que a sua experiência com o assunto não ficasse por ali.

Poucas semanas depois, Amy foi chamada para fazer mais exames e os médicos confirmaram que tinha cancro. Em declarações à Imprensa norte‑americana, os especialistas afirmaram que o exame salvou a vida da jornalista.

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Autor
Impala
Referência
Clínica do Dr. Passos Ângelo, em Lisboa

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