Malformação cardíaca na infância pode aumentar risco de demência prematuraNotícias de Saúde

Quinta, 15 de Fevereiro de 2018 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: Fairmont Regional Medical Center

Os indivíduos que nascem com malformações cardíacas e sobrevivem até à idade adulta podem correr um maior risco de desenvolverem demência, particularmente demência prematura (antes dos 65 anos de idade), indicou um estudo.
 
Cada vez mais são as pessoas que sobrevivem às malformações cardíacas de nascença, graças aos avanços nos tratamentos de recém-nascidos e crianças. No entanto, estudos anteriores demontraram que quem nasce com malformações cardíacas apresenta um maior risco de perturbações no desenvolvimento neurológico, como autismo e epilepsia.
 
Este estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Carina Bagge do Hospital Universitário de Aarhus, Dinamarca, foi o primeiro a debruçar-se sobre problemas de demência, numa fase mais avançada da vida naquela população.
 
Como base para a sua investigação, a equipa recorreu a bases de dados clínicos e registos nacionais de todos os hospitais dinamarqueses. Foi analisada a ocorrência de demência em 10.632 adultos nascidos com malformações cardíacas entre 1890 e 1982, tendo a maioria nascido entre 1960 e 1982.
 
Cada um dos adultos com malformação cardíaca foi equiparado a 10 indivíduos da população geral, do mesmo sexo e mesma idade.
 
Os investigadores apuraram que o risco de demência por qualquer causa, incluindo a Alzheimer, demência vascular e outras, em indivíduos nascidos com malformações cardíacas era geralmente 60% mais elevada do que na população geral.
 
Adicionalmente, o risco de demência prematura era 160% mais elevada em quem tinha nascido com malformação cardíaca em relação à população geral, e a demência diagnosticada após os 65 anos de idade era 30% mais elevada naquela população do que na população geral.
 
Como este estudo é de natureza observacional, apesar de ter detetado uma associação, não provou uma relação de causa e efeito.

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Referência
Estudo publicado na revista “Circulation”

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