Mais vitamina D associada a menor risco de cancro da mamaNotícias de Saúde

Quarta, 20 de Junho de 2018 | 133 Visualizações

Fonte de imagem: The Doctor Weighs In

Possuir maiores níveis de vitamina D no sangue poderá decrescer o risco de cancro da mama, sugere um estudo recente.
 
O estudo que foi conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, contou com a análise de dados de dois ensaios clínicos randomizados.
 
Os dados analisados envolviam 3.325 participantes e ainda um estudo prospetivo com 1.713 participantes que investigavam a associação entre o risco de cancro da mama nas mulheres e níveis séricos elevados de hidroxivitamina-25 D ou 25(OH)D (forma principal de vitamina D no sangue).
 
As participantes tinham 55 anos de idade ou mais, sendo a média de idades de 63 anos. Os dados tinham sido recolhidos entre 2002 e 2017. As participantes não tinham cancro no início do estudo e foram seguidas durante um período médio de quatro anos. Os níveis de vitamina D foram monitorizados em diversos períodos.
 
Durante os estudos, foram diagnosticados 77 novos casos de cancro, com um índice de incidência de cancro de 512 casos por 100.000 pessoas-anos.
 
Os investigadores identificaram o nível sérico mínimo saudável de 25(OH)D como sendo de 60 nanogramas por mililitro (ng/ml), que é substancialmente superior aos 20 ng/ml recomendados pela Academia Nacional de Medicina norte-americana em 2010. 
 
Foi apurado que as participantes com níveis de 25(OH)D no sangue acima de 60 ng/ml tinham uma incidência de cancro da mama 82% inferior às que apresentavam menos de 20 ng/ml.
 
Sendo assim, “aumentar os níveis de vitamina D no sangue substancialmente acima de 20 ng/ml revela ser importante na prevenção do cancro da mama”, disse Sharon McDonnell, primeira autora do estudo.
 
Em Portugal recomenda-se que o mínimo de 30 ng/ml de concentrações de vitamina D no sangue. 

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Referência
Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

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