Mais altos e mais inteligentesNotícias de Saúde

Segunda, 06 de Julho de 2015 | 56 Visualizações

Fonte de imagem: adrianepsicologa

A espécie humana está cada vez mais alta e mais inteligente, revelam os resultados de uma avaliação de mais de 100 estudos realizados em todo o mundo. Na base desta evolução parece estar a riqueza genética que resulta da mistura entre populações e etnias, que é cada vez mais comum.

Os investigadores da Universidade de Edimburgo (Escócia) analisaram a saúde e a informação do ADN de mais de 350 mil pessoas, distribuídas entre comunidades urbanas e rurais. A equipa descobriu que uma maior diversidade genética está relacionada com um aumento médio da altura, melhores habilidades cognitivas e níveis mais elevados de educação.

No entanto, a mesma diversidade não tem efeito sobre outros fatores, tais como níveis de tensão arterial ou colesterol no sangue, que afetam as hipóteses de um indivíduo desenvolver doenças cardíacas, diabetes e outras patologias.

Os cientistas escoceses examinaram composição genética total dos indivíduos incluídos nos estudos-base e localizaram casos em que as pessoas tinham herdado cópias idênticas de genes de ambos os progenitores – um indicador de que pai e mãe tinham antepassados em comum. Pelo contrário, quando não existem semelhanças genéticas herdadas da parte masculina e feminina, as hipóteses de antepassados partilhados fica mais distante, fator que é relacionado com uma propensão para maior altura e maior capacidade cognitiva.

Até agora, a comunidade científica acreditava que laços genéticos estreitos elevaria o risco de uma pessoa contrair doenças metabólicas ou crónicas, mas pesquisadores descobriram não ser o caso. As únicas características que parecem ser mesmo potenciadas pela diversidade – ou “bloqueio” genética são a altura e a capacidade de pensar rapidamente.

As conclusões agora obtidas sugerem que ao longo do tempo, a evolução tem vindo a favorecer os indivíduos com maior estatura e habilidades de pensamento mais nítidas, mas não tem impacto na sua propensão para o desenvolvimento de uma doença grave. O estudo foi publicado na revista “Nature” e financiado pelo Conselho de Investigação Médica do Reino Unido.

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