Maioria dos bebés prematuros exposta a antibióticos precocementeNotícias de Saúde

Quarta, 30 de Maio de 2018 | 269 Visualizações

Fonte de imagem: parto.elembarazo

A maioria dos bebés prematuros que correm o risco de desenvolver sépsis, mas que não possui uma confirmação de infeção em cultura, continua a receber antibióticos nos primeiros dias de vida, atestou um novo estudo.
 
Os antibióticos são usados frequentemente nas unidades de cuidados intensivos neonatais. Além do risco de septicemia, os bebés nascidos com muito baixo peso (menos de 1.500 gramas) apresentam uma instabilidade clínica, sendo que normalmente recebem o que é conhecido como antibioticoterapia empírica, ou seja, sem confirmação através de cultura.
 
Há estudos que sugerem que este tipo de abordagem pode acarretar outros riscos para o bebé.
 
Para procurar determinar o uso da antibioticoterapia empírica nos bebés nas unidades de cuidados intensivos neonatais, Dustin Flannery, do Hospoital Pediátrico de Filadélfia, EUA, e equipa, analisaram dados administrativos sobre 40.364 bebés nascidos com muito baixo peso, incluindo 12.947 bebés nascidos com extremo baixo peso (menos de 1.000 gramas) e que tinham sobrevivido pelo menos um dia em 297 hospitais norte-americanos, entre 2009 e 2015.
 
A equipa analisou antibióticos iniciados nos primeiros três dias de vida e antibióticos subsequentes administrados por mais de cinco dias, assim como as tendências ao longo do tempo na iniciação e duração da administração de antibióticos durante aquele período.
 
Foi descoberto que a maioria dos bebés prematuros tinham sido submetidos a uma iniciação, desde muito cedo, aos antibióticos, com 78,6% para os bebés nascidos com muito baixo peso e 87% para os bebés com extremo baixo peso. As taxas de antibioticoterapia empírica não sofreram alterações ao longo do tempo.
 
Perante os resultados, os autores consideram necessária uma gestão de antibióticos neonatais de forma a identificar os bebés com o risco menor de infeção de forma a evitar uma exposição dispensável aos antibióticos.

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

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