Maioria das mulheres com cancro da mama pode não vir a precisar de quimioterapiaNotícias de Saúde

Segunda, 04 de Junho de 2018 | 131 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Herald

No caso das mulheres que tiveram uma pontuação baixa ou intermédia na análise da agressividade, conclui-se que não precisavam de quimioterapia. Este estudo, da Universidade de Harvard, pode, assim, inaugurar uma nova etapa no tratamento deste tipo de cancro.

O maior estudo alguma vez realizado sobre tratamentos de cancro da mama concluiu que a maioria das mulheres com a forma mais comum da doença pode não ter de se sujeitar ao tratamento com quimioterapia, sem que isso afete as hipóteses de vencer a doença.

Com base nas conclusões deste estudo, da responsabilidade da Harvard Medical School (nos EUA), estima-se que cerca de 70 mil doentes que todos os anos nos Estados Unidos e em outros locais passam por este tipo de tratamento possam tratar a doença de outras formas. Cansaço, náuseas, vómitos, queda de cabelo são alguns dos efeitos secundários mais frequentes associados ao tratamento com quimioterapia.

Testes genéticos mostram que a maioria das mulheres não necessita de tratamento, além da cirurgia e dos bloqueadores hormonais e que a quimio não melhora a sobrevida. No âmbito deste estudo foram realizados testes genéticos a 10.273 mulheres. Foram analisados os níveis de actividade de 21 genes que funcionam como marcadores para se estabelecer o grau de agressividade do cancro. Assim, no caso das mulheres que tiveram uma pontuação baixa ou intermédia na análise da agressividade, conclui-se que não precisavam de quimioterapia.

Já quanto às pacientes que enfrentam um cancro agressivo, a quimioterapia continua a revelar-se indispensável. O estudo envolveu cancros no estadio inicial, antes de se espalhar pelos gânglios linfáticos, alimentado por hormonas e que não é alvo do medicamento Herceptin.

Os resultados do estudo foram discutidos este domingo numa conferência sobre cancro em Chicago e são publicados na revista científica New England Journal of Medicine.

 

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