Maior mapa de cérebro humano com Alzheimer publicadoNotícias de Saúde

Quinta, 07 de Fevereiro de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: UA Magazine

Uma equipa de investigadores conseguiu produzir o maior mapa, até à data, do cérebro humano com a doença de Alzheimer.
 
O conjunto de dados obtido foi possível através da comparação de cérebros saudáveis e de cérebros com Alzheimer e constitui um importante avanço para a área de investigação da doença. 
 
A equipa foi liderada por Richard Unwin da Universidade de Manchester, com investigadores das Universidades de Manchester, Bristol e Liverpool, todas no Reino Unido, e de Auckland, na Austrália.
 
O estudo, que contou com amostras doadas na Nova Zelândia, resultou no mapeamento de mais de 5.825 proteínas distintas em seis regiões do cérebro e gerou 24.024 pontos de dados. As regiões do cérebro estudadas foram o hipocampo, o córtex entorrinal e o giro do cíngulo, sendoestas as regiões mais afetadas, e o córtex motor, o córtex sensorial e o cerebelo, as regiões menos afetadas.
 
Ao longo do estudo, a equipa deparou-se com novas moléculas que não tinham sido ainda associadas à doença neurodegenerativa, o que poderá representar novos alvos de tratamento.
 
Foi confirmado que investigar várias vias como a inflamação, a via de sinalização Wnt e alterações metabólicas em tecidos humanos é o caminho certo. 
 
Os investigadores identificaram 129 alterações em proteínas que estavam presentes em todas as áreas estudadas do cérebro, 44 das quais não tinham anteriormente sido associadas à doença. 
 
Porém, existem outras centenas que apenas se alteram nas regiões afetadas numa fase mais avançada. “Estas novas alterações proteicas representam outros alvos para os cientistas desenvolverem novos fármacos”, explicou Richard Unwin.
 
A equipa descobriu que, ao contrário do que se pensava, o cerebelo exibia diversas alterações. A equipa admite que esta região poderá proteger-se ativamente contra os danos causados pela doença de Alzheimer.
 
“Esta base de dados proporciona uma enorme oportunidade para os investigadores na área da demência progredirem globalmente e seguirem novas áreas de biologia e desenvolverem novos tratamentos”, concluiu Richard Unwin. 

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Communications Biology”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados