Maior consumo de tabaco, maior risco de fibrilação auricularNotícias de Saúde

Segunda, 16 de Julho de 2018 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: health.clevelandclinic

Um estudo recente demonstrou que quanto maior é o volume de tabaco consumido pelos fumadores, maior se torna o risco de desenvolverem fibrilação auricular.
 
Desenvolvido por Dagfinn Aune, do Imperial College em Londres, Reino Unido, e da Universidade de Bjørknes em Oslo, Noruega, e colegas, o estudo apurou ainda que os indivíduos que deixam de fumar reduzem o risco daquela doença do ritmo cardíaco de forma substancial.
 
Para a sua investigação, a equipa conduziu uma meta-análise de 29 estudos efetuados na Europa, América do Norte, Austrália e Japão que envolviam um total de 677.785 participantes e 39.282 casos de fibrilação auricular.
 
De forma geral, a análise dos investigadores indicou um aumento de 14% no risco da doença por cada 10 cigarros fumados por dia. Foi evidenciada uma relação linear entre a dose e a resposta, o que significa que o risco de fibrilação auricular aumentava por cada cigarro adicional fumado.
 
Em relação a quem nunca tinha fumado, os fumadores atuais apresentavam um risco 32% maior de fibrilação auricular, 21% maior para os fumadores atuais e de ex-fumadores juntos e 9% maior para os ex-fumadores isoladamente.
 
Em comparação com o consumo de zero cigarros por dia, fumar cinco, 10, 15, 20 e 29 cigarros por dia foi associado a um aumento de 9%, 17%, 25%, 32%, 39% e 45%, respetivamente, no risco de fibrilação auricular.
 
“Se fuma, deixe de fumar e se não fuma, não comece”, recomendou Dagfinn Aune, face aos resultados obtidos pela equipa. “Descobrimos que os fumadores correm um risco acrescido de fibrilação auricular, mas que o risco é reduzido consideravelmente nos que deixam [de fumar]”, concluiu.

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Referência
Estudo publicado na revista “European Journal of Preventive Cardiology”

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