Má alimentação em jovem: maior risco de cancro da mamaNotícias de Saúde

Segunda, 06 de Março de 2017 | 27 Visualizações

Fonte de imagem: Today

Uma equipa de investigadores concluiu que as mulheres que seguem uma má dieta na adolescência e início da juventude apresentam um maior risco de desenvolverem cancro da mama antes da menopausa.
 
O estudo conduzido por investigadores da Escola de Saúde Pública Fielding, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, demonstrou que o risco de cancro da mama é 41% mais elevado nas mulheres que tenham consumido uma dieta pró-inflamatória quando muito jovens.
 
Uma dieta pró-inflamatória é normalmente pobre em legumes e rica em refrigerantes, açúcar refinado, hidratos de carbono, carne vermelha e processada e margarina.
 
A autora Karin B. Michels, professora e diretora do Departamento de Epidemiologia daquela Escola, explicou que “devido ao facto de o cancro da mama demorar muitos anos a revelar-se ficámos com curiosidade de saber se tal dieta durante as fases iniciais da vida de uma mulher constituía um fator de risco para o cancro da mama”.
 
Para o estudo, a investigadora e equipa utilizaram dados do Estudo de Saúde das Enfermeiras II (Nurses' Health Study II) que contava com a participação de 45.204 mulheres. As mulheres tinham completado, em 1998, um questionário sobre hábitos alimentares quando frequentavam a escola secundária. Na altura do questionário as mulheres tinham entre 33 e 52 anos.
 
A dieta na idade adulta tinha sido avaliada antes, em 1991, tinham as participantes entre 27 e 44 anos, através de outro questionário sobre hábitos alimentares, e depois de quatro em quatro anos. Foi atribuído um índice de inflamação à dieta de cada mulher através de um método que associa a alimentação a marcadores inflamatórios no sangue.
 
As mulheres foram seguidas durante 22 anos e durante esse período 870 foram diagnosticadas com cancro da mama antes da menopausa e 490 foram diagnosticadas com cancro da mama após a menopausa.
 
Segundo a autora do estudo, “os nossos resultados sugerem que uma alimentação habitual que promova a inflamação crónica quando consumida durante a adolescência ou quando se é jovem adulto poderá efetivamente fazer aumentar o risco de cancro da mama em mulheres mais jovens antes da menopausa”.
 
“Durante a adolescência e juventude, quando a glândula mamária se está a desenvolver rapidamente e é particularmente suscetível a fatores ligados ao estilo de vida, é importante consumir uma dieta rica em legumes, fruta, cereais integrais, frutos secos de casca rija, sementes, leguminosas e evitar consumir soja e grandes quantidades de açúcar, hidratos de carbono refinados e carne vermelha e processada”, concluiu a investigadora.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado no “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

Notícias Relacionadas