Longevidade máxima já foi atingida?Notícias de Saúde

Segunda, 10 de Outubro de 2016 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: olhe.org

Investigadores americanos sugerem que talvez não seja possível aumentar mais a esperança de vida para além das idades recorde já atingidas, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.

Desde o século XIX que a esperança média de vida aumentou quase continuamente devido às melhorias na saúde pública, dieta, ambiente e outras áreas. Atualmente, as pessoas podem em média viver até cerca dos 80 anos, enquanto aqueles que nasciam em 1900 viviam, em média, até aos 47 anos.

Desde 1970, que a duração máxima de vida, ou seja, a idade que a pessoa mais idosa viveu, também aumentou. Contudo, os investigadores do Colégio de Medicina de Albert Einstein, nos EUA, acreditam que já se atingiu o limite da idade máxima. 

Para o estudo, os investigadores analisaram os dados da base de dados da mortalidade humana, que compila os dados de mais de 40 países. Desde 1990, que se tem observado um declínio na mortalidade tardia. A fração das pessoas nascidas num determinado ano que sobreviveram acima dos 70 anos aumentou com o ano de nascimento, o que sugere um aumento contínuo da média de esperança de vida.

Contudo, quando os investigadores analisaram as melhorias de sobrevivência desde 1900 para os indivíduos com 100 ou mais anos, verificaram que os ganhos na sobrevivência atingiram um pico por volta dos 100 e depois diminuíram rapidamente, independentemente do ano em que as pessoas nasceram.

Posteriormente, os cientistas analisaram a idade máxima aquando da morte na base de dados internacional da longevidade. Os cientistas focaram-se nos indivíduos oriundos dos EUA, França, Japão e Reino Unido que viveram no mínimo 110 anos, entre 1968 e 2006. Verificou-se que a idade destes supercentenários aumentou rapidamente entre 1970 e inícios de 1990, mas atingiu um plateau em 1995. Este plateau ocorreu perto de 1997, o ano da morte da mulher francesa, Jeanne Calment, de 122 anos. Esta é a idade máxima atingida por qualquer pessoa na história.

Tendo por base a idade máxima aquando da morte, os investigadores definiram a longevidade média máxima em 115 anos. Por último, os 125 anos foram definidos como o limite absoluto da vida humana, o que significa que a probabilidade de alguém viver mais de 125 anos num determinado ano é de um em dez mil.

Jan Vijg, um dos autores do estudo, referiu que os progressos alcançados contra as doenças infeciosas e crónicas podem continuar a aumentar a esperança média de vida, mas não o tempo de vida máximo.

“Apesar de ser possível que os avanços terapêuticos possam aumentar a longevidade humana para além dos limites calculados, esses avanços necessitariam de superar as diferentes variantes genéticas que parecem determinar coletivamente a vida humana”, concluiu o investigador.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”

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