Longas horas de trabalho associadas a maior risco de AVCNotícias de Saúde

Quarta, 26 de Junho de 2019 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: YouTube

Trabalhar com horários prolongados durante 10 anos ou mais pode causar uma maior incidência de acidente vascular cerebral (AVC), indicou um novo estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Alexis Descatha, do Hospital de Paris e da Instituição Inserm, em França, o estudo apurou ainda que nas pessoas com menos de 50 anos de idade e que tinham trabalhado horas prolongadas pelo menos durante 10 anos, o risco de AVC era especialmente mais elevado.
 
Para a sua investigação, a equipa contou com dados de um estudo populacional francês conhecido como CONSTANCES, que teve início em 2012 e incluía 143.592 participantes, com 18 a 69 anos de idade.
 
Os investigadores tiveram acesso a informação sobre a idade, sexo, estatuto de fumador, horários de trabalho, fatores de risco cardiovascular e ocorrências anteriores de AVC, através de questionários e entrevistas aos participantes.
 
A equipa considerou horas longas de trabalho como sendo um horário de mais de 10 horas diárias, durante pelo menos 50 dias do ano. Foram excluídos trabalhadores em regime de part-time e participantes que já tinham sofrido AVC.
 
De forma geral, foi observado que 1.224 participantes tinham sofrido um AVC, 29% (42.542), dos participantes tinham relatado cumprir horários prologados de trabalho e 10% (14.481) disseram ter trabalhado com horários prolongados durante pelo menos 10 anos. 
 
Os participantes que trabalhavam longas horas de trabalho apresentavam um risco de AVC 29% superior e os que trabalhavam com horários prolongados desde há 10 ou mais anos apresentavam um risco 45% superior de sofrerem um AVC.
 
Alexis Descatha mencionou ainda que o facto de a relação entre trabalhar mais de 10 anos com horários prolongados e uma maior incidência de AVC nos trabalhadores com menos de 50 anos foi inesperada, sendo necessários estudos detalhados para explorar este achado.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na “Stroke”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados