Localização da gordura corporal pode predizer risco de cancroNotícias de Saúde

Domingo, 28 de Maio de 2017 | 115 Visualizações

Fonte de imagem: Dr Bill

Uma equipa de investigadores descobriu que a localização da gordura no corpo é um indicador de risco de cancro tão fidedigno quanto o Índice de Massa Corporal (IMC).
 
Num estudo efetuado pela Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC-WHO), foi descoberto que a gordura nas zonas da cintura e ancas faz aumentar o risco de se desenvolver a cancro relacionado com obesidade.
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de 43.000 pessoas que foram seguidas durante uma média de 12 anos, sendo que 1.600 participantes desenvolveram cancro relacionado com a obesidade.
 
Foi utilizada uma abordagem nova que demonstrou que três formas diferentes de medir o corpo – IMC, perímetro abdominal e o rácio entre cintura e anca – prognosticavam, de forma semelhante, aquele tipo de risco de cancro em adultos de idade mais avançada.
 
Os investigadores apuraram que o ganho de 11cm na cintura faziam aumentar o risco de cancro relacionado com a obesidade em 13% e 8cm adicionais nas ancas faziam aumentar o risco de cancro nos intestinos em 15%. 
 
Perante os resultados, Heinz Freisling, autor principal do estudo, comentou que “os nossos achados demonstram que tanto o IMC e o local onde está situada a gordura corporal podem ser bons indicadores do risco de cancro relacionado com a obesidade. Especificamente, a gordura à volta da cintura poderá ser importante em certos cancros, mas necessita de mais investigação”. 
 
O excesso de gordura corporal pode fazer alterar os níveis de hormonas sexuais, como estrogénio e testosterona, podendo fazer subir os níveis de insulina e conduzir à inflamação, todos fatores associados a um maior risco de cancro.
 
O excesso de peso e a obesidade são a única causa maior de cancro que pode ser prevenida, a seguir a fumar, estando associados a 13 tipos de cancro que incluem o da mama, intestinos e do pâncreas. 

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Referência
Estudo publicado no “British Journal of Cancer”

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