Lacticínios podem proteger de doenças e morte cardiovascularNotícias de Saúde

Quarta, 19 de Setembro de 2018 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Taste For Life

Um estudo alargado demonstrou uma correlação entre o consumo de produtos lácteos gordos e um menor risco de mortalidade e doenças cardiovasculares.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Mahshid Dehghan, da Universidade McMaster, em Ontário, Canadá, o estudo envolveu 136.384 pessoas, de 21 países espalhados pelos cinco continentes e com idades compreendidas entre os 35 e 70 anos.
 
Os investigadores usaram questionários sobre os hábitos alimentares dos participantes para recolherem dados relativos ao consumo de lacticínios pelos mesmos e seguiram-nos durante um período de 9,1 anos. 
 
Para efeitos do estudo, uma porção de um produto lácteo correspondia a um copo de leite de 244 gramas, um iogurte de 244 gramas, uma fatia de queijo com 15 gramas ou uma colher de cinco gramas de manteiga.
 
Os participantes foram divididos em quatro grupos, consoante o seu consumo de produtos láteos: um grupo em que não consumiam produtos lácteos, um grupo em que era consumido um máximo de um produto por dia, um grupo em que eram consumidos um a dois produtos por dia e finalmente um grupo em que se consumia mais de duas porções diárias de produtos lácteos (3,2 porções), este último considerado como o grupo de consumo elevado.
 
Como resultado, a equipa observou que os participantes do grupo de consumo elevado de lacticínios eram menos propensos a morrerem devido a doença cardiovascular, de sofrerem um acidente vascular cerebral ou de desenvolverem uma doença cardíaca grave. Mais, neste grupo foi observado ainda que quanto maior era o consumo diário de lacticínios, menor era o risco de mortalidade e de problemas cardiovasculares. 
 
“Os nossos achados mostram que o consumo de produtos lácteos poderá ser benéfico para a doença e morte cardiovascular, especialmente nos países de baixo rendimento e de médio rendimento onde o consumo de lacticínios é muito menor do que na América do Norte ou Europa”, concluiu Mahshid Dehghan.

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Referência
Estudo publicado em “The Lancet”