Investigadores de Coimbra recebem bolsa para melhorar o prognóstico do transplante de fígadoNotícias de Saúde

Segunda, 05 de Janeiro de 2015 | 120 Visualizações

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), através das Faculdades de Medicina (FMUC) e de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), em colaboração com a Unidade de Transplantação Hepática do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), coordenada por Emanuel Furtado, acaba de ser contemplada com uma Bolsa da Sociedade Portuguesa de Transplantação, no valor de 12.500 euros, para avaliar justamente, em órgãos humanos, a função mitocondrial em todo o percurso – desde o momento da colheita do órgão até à sua reimplantação no paciente.

Este estudo vai permitir confirmar em humanos os resultados obtidos com experiências em modelos animais (ratos). Ter conhecimento sobre os eventos intracelulares, nomeadamente ao nível da mitocôndria, é um passo importante para um melhor prognóstico. Conhecendo as transformações ocorridas no interior do órgão, será possível evitar futuras complicações.

"A função mitocondrial permite avaliar o estado do fígado que, no decorrer do percurso (desde que é recolhido até ser reimplantado), é exposto a várias agressões, podendo sofrer lesões celulares irreversíveis. Esta informação é essencial para o clínico", explica Carlos Palmeira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

Criada pela Sociedade Portuguesa de Transplantação, a Bolsa Astellas tem a duração de um ano e destina-se a subsidiar a realização de trabalhos de investigação na área da transplantação.

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Referência
Universidade de Coimbra

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