Investigadores da UAlg identificam mutações genéticas ligadas ao cancro da bexigaNotícias de Saúde

Quarta, 16 de Janeiro de 2019 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: Cleveland Clinic

A descoberta, levado a cabo por Investigadores do Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR) da Universidade do Algarve (UAlg), pode contribuir para o diagnóstico e tratamento do cancro da bexiga, o quinto mais frequente na Europa.

Em comunicado, fonte da universidade adianta que a equipa, liderada por Pedro Castelo-Branco, participou num consórcio internacional que descobriu que determinadas alterações na regulação de um gene (telomerase), responsável pela multiplicação das células cancerígenas, contribuem para a progressão do cancro da bexiga.

A investigação, que abrangeu uma amostra internacional de 237 pacientes com cancro da bexiga, revela que existem “determinadas alterações genéticas e epigenéticas cuja compreensão pode ajudar a melhorar o diagnóstico e o prognóstico da doença, permitindo, desta forma, uma terapia mais personalizada no futuro”.

Sendo um dos dez tipos de cancro mais comuns em todo o mundo e o quinto mais frequente na Europa, a segmentação do risco para este tipo de tumor continua, ainda, a ser uma importante necessidade “não correspondida”, pelo que “compreender o mecanismo pode abrir portas a novas formas de terapia mais personalizadas”.

Este estudo mostrou, assim, que as mutações do gene da telomerase estão presentes em 76,8% dos pacientes com cancro da bexiga analisados, manifestando-se em todas as fases e estádios da doença.

Paralelamente, foi possível perceber que a hipermetilação de uma região específica do gene da telomerase (que tem a particularidade de estar comummente “ativo” em casos de cancro), quando combinada com esta mutação, “contribui para um aumento do risco de recorrência e progressão da doença”.

Citado na nota, o investigador principal do grupo de Epigenética e Doença Humana do CBMR refere que a investigação “traz consigo informações valiosas para o prognóstico de uma doença que afeta, em média, 17,6% da população portuguesa”, abrindo, também, “novas perspetivas sobre a própria biologia do cancro”.

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