Investigação examina solução não invasiva para bexigas hiperativasNotícias de Saúde

Sábado, 21 de Março de 2020 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Health Essentials - Cleveland Clinic

Urologistas do Instituto de Medicina Keck da Universidade da Califórnia do Sul estão a lançar um ensaio clínico para avaliar a eficácia da estimulação da espinal medula em pacientes com bexigas hiperativas causadas por problemas neurológicos.
 
Os investigadores irão utilizar uma técnica chamada Neuromodulação Elétrica Transcutânea da Espinal Medula (TESCoN na sigla em inglês), um tratamento não invasivo que distribui impulsos elétricos de baixa intensidade pela espinal medula.
 
Uma bexiga hiperactiva causa imensos problemas urológicos, tais como a urinação frequente e a incontinência. Os tratamentos existentes para esta condição podem causar efeitos secundários ou podem necessitar de procedimentos invasivos e altamente especializados.
 
Segundo Evgeniy Kreydin, líder da investigação que já testou o método, o tratamento é bem tolerado pelos pacientes e fácil de ser administrado por médicos. A estimulação será aplicada por elétrodos colados nas costas do paciente.
 
Segundo os investigadores, a estimulação reensina as ligações nervosas espinais a suportarem e reterem a urina e a voltar a ter sensibilidade na bexiga. Nos pacientes com lesões neurológicas ou na espinal medula estes nervos estão danificados ou cortados.
 
O investigador refere que o objetivo da investigação é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, visto que uma bexiga hiperativa pode causar desconforto, situações inconvenientes e constrangimento. 
 
Kreydin ainda conclui que quanto mais controlo um paciente tiver sobre a sua bexiga mais controlo terá sobre a sua vida.

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Referência
Estudo publicado na revista “Frontiers in Systems Neuroscience”

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