Inteligência artificial poderá diagnosticar cancro com mais precisão que radiologistasNotícias de Saúde

Sexta, 24 de Maio de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Raconteur

Cientistas da Google e da universidade Northwestern, EUA, desenvolveram um sistema de inteligência artificial que promete detetar melhor o cancro de pulmão do que os radiologistas, apurou a agência Lusa.
 
A nova técnica, que poderá facilitar o diagnóstico precoce de um tipo de tumor que por ano mata mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, demonstra a precisão do novo sistema de “aprendizagem profunda” para detetar este tipo de cancro, segundo os seus autores.
 
A “aprendizagem profunda” (“Deep learning”) é um ramo da inteligência artificial em que os computadores “aprendem” a partir de exemplos e vastas quantidades de dados e criam padrões de análise de informação cada vez mais complexos que simulam o funcionamento do cérebro.
 
Com base nesses parâmetros, os investigadores desenvolveram um algoritmo capaz de detetar nódulos pulmonares malignos, por vezes minúsculos, a partir de uma Tomografia Axial Computorizada (TAC) ao tórax, com uma precisão de deteção igual ou superior à dos radiologistas.
 
Para isso, introduziram 42.290 imagens de TAC e descobriram que o sistema de inteligência artificial foi capaz de detetar os nódulos malignos com uma precisão de 94% em 6.716 casos de teste.
 
O modelo comparou com as provas recolhidas por exames feitos por radiologistas, interpretando eles o TAC ou outros exames e em ambos os casos o sistema computorizado superou a análise dos especialistas, adianta o estudo.
 
O sistema de “aprendizagem profunda” também produziu menos falsos-positivos e menos tumores falsos-negativos, acrescentaram os cientistas num comunicado de imprensa divulgado pela universidade norte-americana.
 
Mozziyar Etemadi, um dos autores do artigo científico publicado sobre o estudo, explica que os radiologistas examinam geralmente centenas de imagens bidimensionais numa única tomografia computadorizada, enquanto o novo sistema permite fazer ‘instantâneos' de análise em três dimensões (3D).
 
"A inteligência artificial em 3D pode ser muito mais sensível na sua capacidade de detetar o cancro do pulmão mais cedo do que o olho humano que analisa imagens bidimensionais", resume o investigador.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”