Insuficiência cardíaca poderá ser detetada precocementeNotícias de Saúde

Quinta, 28 de Março de 2019 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores descobriu um processo metabólico no coração que se for tratado atempadamente poderá futuramente prevenir ou atrasar o desenvolvimento da insuficiência cardíaca.
 
Nos últimos 35 anos não houve redução na incidência da insuficiência cardíaca. Quando o coração se encontra em stress crónico, tenta adaptar-se através de alterações no metabolismo celular cardíaco. Isto ocorre antes de os sintomas da doença se manifestarem. 
 
Contudo, segundo Doug Lewandowski, líder da equipa de investigadores que conduziu este estudo, da Universidade do Estado de Ohio, EUA, “algumas dessas alterações pioram a situação”. 
 
O investigador e equipa propuseram-se analisar ratinhos com insuficiência cardíaca, assim como células cardíacas humanas de pacientes com insuficiência cardíaca, antes e após a implantação de dispositivos de assistência ventricular.
 
Como resultado, os investigadores descobriram que a quantidade de acetilcoenzima A (acetil-CoA), um composto precursor da síntese dos ácidos gordos, era quase 60% inferior nos corações com insuficiência cardíaca em relação a corações normais. 
 
Esta falha no metabolismo cardíaco normal gera gorduras tóxicas que incapacitam o coração de funcionar e bater adequadamente.
 
Seguidamente, os investigadores manipularam ratinhos para expressarem o gene da proteína ACSL1 de forma anómala. A proteína ACSL1 produz acetil-CoA. 
 
Como resultado, os ratinhos expostos a condições que causavam insuficiência cardíaca continuaram a produzir quantidades normais de acetil-CoA e verificou-se uma redução e atraso no desenvolvimento da doença.
 
Doug Lewandowski anotou que, ao manter-se o composto acetil-CoA, o coração manteve a sua capacidade de queimar gordura e gerar energia. O investigador acrescentou ainda que a expressão anómala de ACSL1 fez reduzir as gorduras tóxicas, normalizou o funcionamento celular e limitou a perda progressiva da função cardíaca dos ratinhos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Circulation”

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