Insuficiência cardíaca pode ser herdada geneticamenteNotícias de Saúde

Terça, 17 de Julho de 2018 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: A Gutful of ADHD

Uma equipa de investigadores descobriu que a insuficiência cardíaca poderá ter herança genética.
 
A incidência da insuficiência cardíaca é mais comum em certas famílias, mas subjaz sempre a questão se a doença é causada por fatores genéticos ou relacionados com o estilo de vida. Este estudo apurou que a herança genética é na verdade o fator dominante na incidência da doença nestas famílias.
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Magnus Lindgren, especialista em Medicina Familiar na Universidade de Lund, Suécia, estudaram 21.643 pessoas que tinham sido adotadas, em relação aos respetivos pais adotivos e biológicos.
 
Os indivíduos adotados tinham nascido na Suécia entre 1942 e 1990 e foram seguidos, juntamente com os pais, entre 1964 e 2015, relativamente à incidência de insuficiência cardíaca. A informação relevante foi adquirida através de registos hospitalares do Registo Nacional de Pacientes sueco. 
 
A análise da equipa revelou que o risco de insuficiência cardíaca nos indivíduos que tinham sido adotados e que tinham pelo menos um progenitor biológico com insuficiência cardíaca era 45% maior do que aqueles cujos pais não tinham desenvolvido a doença.
 
Por outro lado, não foi detetado um aumento no risco da doença nos indivíduos adotados cujos pais adotivos tinham desenvolvido insuficiência cardíaca, quando comparados com os indivíduos adotados cujos pais adotivos não tinham tido a doença.
 
“Os resultados do nosso estudo não significam que o estilo de vida de uma pessoa seja insignificante para o seu risco de insuficiência cardíaca, mas indicam que fatores hereditários estão por trás de 26% de todos os casos de insuficiência cardíaca na Suécia”, avançou Magnus Lindren.
 
“A ocorrência de insuficiência cardíaca num progenitor biológico é um fator de risco para a insuficiência cardíaca e os médicos deviam, sempre que se justificar, questionar os pacientes sobre a hereditariedade”, concluiu.

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA Cardiology”

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