Insuficiência cardíaca: o papel dos suplementos de sumo de beterrabaNotícias de Saúde

Terça, 27 de Fevereiro de 2018 | 40 Visualizações

Fonte de imagem: Healthline

Os suplementos de sumo de beterraba podem ajudar a promover a capacidade de fazer exercício físico nos pacientes com insuficiência cardíaca, sugeriu um novo estudo.
 
A capacidade de praticar exercício físico é um fator-chave para a qualidade de vida e mesmo sobrevivência dos pacientes com insuficiência cardíaca.
 
Para o estudo que foi conduzido por investigadores da Universidade de Indiana – Universidade Purdue Indianapolis, EUA, foi analisado o impacto do nitrato alimentar, na forma de suplemento de sumo de beterraba, sobre a capacidade para praticar exercício físico em oito pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. 
 
Na fração reduzida, o músculo cardíaco não consegue contrair-se de forma eficaz e não consegue obter suficiente sangue rico em oxigénio para o corpo. 
 
Cerca de metade dos pacientes com insuficiência cardíaca têm uma redução na fração de ejeção, apresentando uma respiração ofegante, um consumo máximo de oxigénio menor e necessitam de mais energia do que o normal quando praticam exercício físico.
 
A toma do suplemento de beterraba resultou em aumentos significativos na duração do exercício físico, na capacidade máxima e no consumo máximo de oxigénio durante o exercício. 
 
Estas melhorias não foram acompanhadas por alterações nas respostas respiratórias dos pacientes, nem por alterações na sua eficiência no exercício físico, que é uma medida do esforço externo de uma pessoa para determinado consumo de energia.
 
Andrew Coggan que participou neste estudo considera que os resultados sugerem que a suplementação poderá fazer a diferença no tratamento da intolerância para o exercício físico nos pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. “As anormalidades nas respostas ao exercício aeróbico desempenham um papel importante na incapacidade, perda de independência e pior qualidade de vida que acompanham a insuficiência cardíaca”, afirmou.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of Cardiac Failure”

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