Insuficiência cardíaca irá afetar uma em cada cinco pessoasNotícias de Saúde

Terça, 10 de Maio de 2016 | 44 Visualizações

Fonte de imagem: doutissima

Cerca de 400 mil pessoas sofrem de insuficiência cardíaca em Portugal. Saiba mais sobre esta condição.

‘Cuide  da sua máquina’. Este é o mote da campanha da Fundação Portuguesa de Cardiologia, que vai dedicar “Maio, Mês do Coração” à sensibilização para a insuficiência cardíaca.

A insuficiência cardíaca carateriza-se pela incapacidade do coração bombear sangue suficiente para todo o corpo e é uma condição que irá afetar uma em cada cinco pessoas ao longo da vida. Cinco anos é o tempo médio de vida para 50% dos doentes com insuficiência cardíaca, após o seu diagnóstico.

A campanha da Fundação Portuguesa de Cardiologia pretende chamar a atenção da população portuguesa para sintomas que habitualmente não são associados a problemas do coração e que são os primeiros sinais de alerta para a insuficiência cardíaca. É o caso, por exemplo, da dificuldade em respirar (dispneia), do inchaço dos membros inferiores devido à acumulação de líquidos, da fadiga intensa, da tosse ou pieira, das náuseas e do aumento de peso, anuncia o organismo num comunicado enviado às redações.

A insuficiência cardíaca pode ainda estar associada à lesão do músculo cardíaco, o que pode acontecer após um ataque cardíaco ou outra doença que afete o coração. A diabetes, a hipertensão, a doença arterial coronária, o colesterol elevado, o consumo excessivo de álcool ou o abuso de drogas também podem estar na origem deste problema, contudo, na maioria dos casos, a insuficiência cardíaca não tem uma única causa.

Nuno Lousada, cardiologista e administrador da Fundação Portuguesa de Cardiologia, diz que “é urgente aumentar o reconhecimento e conhecimento público dos sintomas da insuficiência cardíaca”.

“Apesar da melhoria de cuidados verificada nos últimos 20 anos, a mortalidade por insuficiência Cardíaca permanece inaceitavelmente elevada, registando duas a três vezes mais mortes do que alguns tipos de cancro em estádios avançados, como o cancro da mama e o cancro do cólon”, alerta o especialista.

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POR DANIELA COSTA TEIXEIRA

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