Ingerir menos calorias atrasa o envelhecimentoNotícias de Saúde

Quarta, 18 de Março de 2015 | 83 Visualizações

Fonte de imagem: Créditos: UC / Neurónios do hipotálamo de um rato (a vermelho) com um marcador de autofagia (a verde

Uma equipa de investigadores portugueses do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra descobriu um mecanismo inédito para os cientistas que explica de que forma a diminuição do consumo de calorias é capaz de atrasar o envelhecimento. 

O estudo português, publicado na última edição da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences, esclarece que, quando se reduz a quantidade de calorias ingeridas, há um aumento de uma molécula - o "neuropeptídeo Y (NPY) - responsável por estimular a "reciclagem celular".

Os investigadores estudaram esta "reciclagem celular", também conhecida como autofagia, nos neurónios de uma zona cerebral associada ao envelhecimento corporal, o hipotálamo, e concluíram que diminuir, em 20% a 40%, a percentagem de calorias ingerida, sem se prescindir de nutrientes, pode atrasar o envelhecimento em ratinhos.


O estudo foi desenvolvido por Maria Botelho, Célia Aveleira e Cláudia Cavadas da Universidade de Coimbra

Isto porque o aumento da produção de NPY estimula a autofagia no hipotálamo, fazendo com as células se renovem com mais eficiência. "Este estudo mostra, pela primeira vez, que o NPY no hipotálamo é um elemento fundamental para que ocorra um aumento da autofagia induzida pela restrição calórica", explica, em comunicado enviado ao Boas Notícias, Cláudia Cavadas, líder da investigação. 

Embora a comunidade científica já soubesse que a diminuição de calorias atrasa o envelhecimento, o grupo de Coimbra é o primeiro a descobrir de que forma se processa esse atraso no hipotálamo.

De acordo com os investigadores do CNC, que trabalharam neste estudo durante cerca de três anos, as conclusões obtidas sugerem que a molécula NPY poderá ser, no futuro, a chave do combate aos impactos negativos do envelhecimento.

Clique AQUI para aceder ao estudo (em inglês)

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Referência
Universidade de Coimbra

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