Infertilidade: Novo tratamento disponível em PortugalNotícias de Saúde

Sexta, 14 de Fevereiro de 2014 | 241 Visualizações

Está já disponível em Portugal um novo tratamento para a infertilidade, denominado corifolitropina alfa, que põe fim à necessidade de injeções diárias e é comparticipado pelo Estado em 69%, assumindo-se como uma "alternativa real" às terapias existentes atualmente.

O tratamento consiste numa injeção única com dose equivalente a sete dias de medicação, explica um comunicado, que acrescenta que a novidade vai facilitar a vida dos casais que fazem tratamentos de fertilização in vitro que exigem injeções diárias, um grande peso quer a nível psicológico, quer a nível físico.

"Este novo tratamento vem simplificar bastante [o processo], uma vez que, através da redução do número de injeções necessárias se diminui também a margem de erro", pelo que se trata de "um importante passo no tratamento da infertilidade", acrescenta o comunicado. 

De acordo com Teresa Almeida Santos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, "a comparticipação deste novo fármaco [disponível desde Janeiro] permitirá melhor acessibilidade dos casais a uma alternativa terapêutica de administração mais cómoda", assumindo-se "como uma alternativa real no arsenal terapêutico ao dispor dos casais e dos especialistas". 

Segundo a responsável, "a grande vantagem deste tratamento reside numa comodidade superior e na sua facilidade de administração". 

A mesma opinião é partilhada por Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade, que considera a comparticipação "muito importante, uma vez que atualmente se tem cortado nos tratamentos inovadores".

"Outra grande vantagem consiste na sua administração semanal única, facilitando a vida a quem tem dificuldades em injectar-se todos os dias", acrescenta.

A eficácia do novo tratamento foi testada através de diversos estudos, cujos resultados demonstraram que a corifolitropina alfa é uma solução tão eficiente como os medicamentos tradicionalmente utilizados, tanto no número de ovócitos obtidos, como na taxa de gravidez evolutiva. 

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Autor
Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade / Boas Notícias
Referência
Teresa Almeida Santos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução