Infeções respiratórias em crianças: que tipo de antibiótico?Notícias de Saúde

Sábado, 03 de Fevereiro de 2018 | 64 Visualizações

Fonte de imagem: Underground Health

Um estudo recente revelou que a prescrição de um antibiótico de espetro estreito em crianças que apresentam uma infeção do trato respiratório é preferível a um de espetro ampliado.
 
O estudo da autoria de uma equipa de investigadores do Hospital Pediátrico da Filadélfia, EUA, concluiu que os resultados de ambos os tipos de espetro de antibióticos são semelhantes, mas, no entanto, que os de espetro ampliado apresentam um maior risco de efeitos adversos.
 
Jeffrey Gerber, autor principal do estudo, e colegas, analisaram dados oriundos de processos clínicos eletrónicos de cerca de 30.000 bebés e crianças até aos 12 anos de idade que tinham sido diagnosticados com uma infeção aguda do trato respiratório e recebido uma prescrição de antibiótico oral. 
 
As infeções agudas do trato respiratório consistiam em otites médias agudas, faringites estreptocócicas do grupo A e sinusite. Foi verificado que 14% das crianças tinham recebido antibióticos de amplo espetro e 86% tinham recebido antibióticos de espetro estreito. 
 
Além de terem avaliado os resultados clínicos do tratamento nas 30.000 crianças, os investigadores analisaram ainda uma coorte de 2.472 crianças através de entrevistas por telefone com os prestadores de cuidados para medir os resultados que os pais tinham identificado como sendo as suas maiores preocupações: efeitos adversos dos fármacos, custos adicionais com creches, prolongamento dos sintomas e dias sem as crianças irem à escola. 
 
A equipa descobriu que os antibióticos de amplo espetro possuíam um maior risco de eventos adversos em comparação com os antibióticos de espetro estreito (3,7% contra 2,7%, documentado pelo pessoal clínico e 35,6% contra 25,1%, relatado pelas crianças e famílias). 
 
A percentagem de falha do tratamento não diferia significativamente entre ambos os grupos de antibióticos. 
 
“Muitas crianças recebem antibióticos de largo espetro para infeções comuns desnecessariamente, o que pode conduzir a resistência aos antibióticos e a efeitos secundários desnecessários”, concluiu Jeffrey Gerber.

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA”

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