Identificados padrões de biomarcadores associados à forma de envelhecimentoNotícias de Saúde

Terça, 10 de Janeiro de 2017 | 38 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Os níveis de biomarcadores específicos, ou de químicos encontrados no sangue podem ser combinados para produzir padrões que fornecem informações relativamente à forma como um indivíduo está a envelhecer ou o risco futuro de desenvolver doenças associadas à idade, dá conta um estudo publicado na revista “Aging Cell”.

Para o estudo os investigadores da Escola Pública de Saúde da Universidade de Boston e do Centro Médico de Boston, nos EUA, utilizaram dados de biomarcadores recolhidos de amostras de sangue de quase cerca de cinco mil indivíduos.

Os investigadores, liderados por Paola Sebastiani, descobriram que cerca de metade dos indivíduos tinham, em média, uma “assinatura” ou padrão de 19 biomarcadores. Contudo, verificou-se que alguns pequenos grupos de indivíduos tinham padrões específicos desses biomarcadores que se desviavam da norma. O estudo apurou que estes estavam associados ao aumento das probabilidades de associação com determinadas condições médicas específicas, níveis de função física e risco de mortalidade oito anos mais tarde.

Um dos padrões estava, por exemplo, associado a um envelhecimento sem doenças, outro à demência e outro a um envelhecimento sem incapacidades na presença de doença cardiovascular. No total, foram produzidos 26 padrões diferentes.

Segundo os investigadores, estas assinaturas descrevem diferenças no modo como as pessoas envelhecem e mostraram-se promissores na previsão do envelhecimento saudável, alterações na função cognitiva e física, sobrevivência e doenças associadas ao envelhecimento, como doença cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e cancro.

Thomas Perls, um dos autores do estudo, conclui que agora é possível detetar e medir milhares de biomarcadores a partir de uma pequena amostra de sangue os quais são capazes de prever o risco de várias doenças, bem antes de os sinais clínicos se tornarem evidentes.

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Referência
Estudo publicado na revista “Aging Cell”

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