Identificadas características das células cancerígenas que podem ajudar médicosNotícias de Saúde

Segunda, 02 de Abril de 2018 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa internacional de investigação do Instituto Gulbenkian de Ciência, identificou características importantes nas células cancerígenas, que podem ajudar os médicos na luta contra o cancro, noticiou a agência Lusa.
 
Os investigadores, liderados por Mónica Bettencourt Dias, descobriram que na maioria dos subtipos agressivos de cancro, aumenta o número e o tamanho de umas estruturas minúsculas que existem nas células chamadas centríolos.
 
Segundo o Instituto Gulbenkian de Ciência, os centríolos são cerca de cem vezes mais pequenos do que um fio de cabelo e têm sido considerados o “cérebro da célula”, porque desempenham “papéis cruciais na multiplicação, movimento e comunicação entre células”.
 
“Esses são processos normalmente alterados no cancro e que permitem a sobrevivência e multiplicação das células cancerígenas”, explica o Instituto, acrescentando que o número e tamanho dos centríolos são “altamente controlados” nas células normais. Os investigadores descobriram que nas células cancerígenas os centríolos são frequentemente mais longos e em maior número do que nas células normais.
 
“Mais importante, a equipa observou que o excesso de centríolos é mais prevalente em formas agressivas do cancro da mama, como o triplo negativo, e do cólon. Descobriram também que os centríolos mais longos são excessivamente ativos, o que perturba a divisão das células e pode levar à formação de cancro”.
 
Gaelle Marteil, primeira autora do estudo e investigadora do laboratório de Mónica Bettencourt Dias, disse, citada no comunicado: “Os nossos resultados confirmam que uma desregulação no número e tamanho dos centríolos dentro das células está associada a características malignas. 
 
Esta descoberta pode ajudar a estabelecer as propriedades dos centríolos como uma forma de classificar tumores de modo a determinar prognósticos e prever o tratamento adequado”.
 
O estudo envolveu uma equipa de investigação internacional do Instituto Gulbenkian de Ciência em colaboração com investigadores do I3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular, Instituto de Medicina Molecular, Instituto Português de Oncologia, e Dana-Faber Cancer Institute dos EUA.

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