Hora do dia pode influenciar efeito da toma da medicaçãoNotícias de Saúde

Terça, 18 de Setembro de 2018 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: The Independent

Uma equipa de investigadores criou uma base de dados com os ritmos diários da atividade genética humana, incluindo numerosos genes que regulam a atuação dos fármacos.
 
A equipa foi liderada por John Hogenesch, um biólogo circadiano no Complexo Clínico do Hospital Pediátrico de Cincinatti, EUA.  
 
A base de dados criada pela equipa poderá ajudar os médicos a determinarem a que hora do dia o paciente deve tomar determinado fármaco, segundo o seu relógio biológico individual, podendo aumentar as capacidades terapêuticas do tratamento de doenças cardiovasculares e outras.
 
Para construir a base de dados, os investigadores contaram com amostras de tecidos de 632 voluntários, a partir dos quais estudaram as interações entre gene e tecido em milhares de genes. A equipa criou um algoritmo informático para estudar a forma como os ritmos circadianos controlam as alterações na atividade genética que ocorre ao longo do dia. 
 
Foram identificados 917 genes que expressam proteínas que ajudam a metabolizar e a absorver fármacos ou que constituem alvos de fármacos.
 
“De forma geral, isto liga milhares de diferentes fármacos, tanto aprovados como experimentais, a quase 1.000 genes circadianos”, disse Marc Ruben, primeiro autor do estudo. 
 
Segundo os autores, foi descoberto que os genes de 136 alvos de fármacos funcionam de forma cíclica ritmada em pelo menos quatro tecidos cardíacos humanos: a câmara auricular, a aorta, a artéria coronária e a artéria tibial. 
 
“Identificámos ritmos em expressões genéticas no organismo num grupo de pessoas alargado e diversificado”, explicou John Hogenesch. “Não importa se somos homem, mulher, novo ou velho, ou que etnicidade temos, o relógio interno do nosso organismo regula metade do genoma”, acrescentou o investigador.
 
O especialista concluiu que considerando que a maioria dos fármacos identificados são seguros e aprovados, se mais estudos comprovarem o achado, o processo de aprovação deste tipo de abordagem poderá ser mais rápido do que o de um fármaco novo. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”