Homem amputado voltou a poder segurar no netoNotícias de Saúde

Terça, 03 de Julho de 2018 | 9 Visualizações

Fonte de imagem: Tech Xplore

Um homem amputado conseguiu voltar a realizar tarefas caseiras através de um dispositivo que integra uma nova tecnologia que permite receber feedback sensorial.
 
A nova tecnologia está a ser desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade Case Western Reserve, EUA, a qual criou uma mão mecânica. Os voluntários usaram o dispositivo com maior regularidade e por períodos mais longos de tempo do que as próteses tradicionais, tendo relatado uma maior sensação de bem-estar psicossocial. 
 
O feedback sensorial do novo dispositivo é obtido através de interfaces diretas ligadas aos nervos e foi isto que fundamentalmente motivou os dois participantes a usarem a mão frequentemente em vez de esporadicamente.
 
Os dois voluntários mencionaram o impacto de usarem uma mão que recebia feedback sensorial na sua vida do dia-a-dia, para cortarem tomates, apertarem um botão e até pegar no neto ao colo.
 
Além do impacto positivo oferecido pelo feedback sensorial em termos funcionais e psicológicos, o ensaio foi também conduzido em casa, não havendo restrições na forma de usar a mão, ao contrário de outros ensaios que são conduzidos em laboratório. 
 
Dustin Tyler, investigador que liderou o estudo, explicou que em estudos anteriores conduzidos em ambiente de laboratório, muitos participantes descreveram a sua prótese como simplesmente uma ferramenta que estava ligada à extremidade do resto do braço e que em casa acabavam por deixar a prótese tradicional na prateleira.
 
“Descobrimos que se verificava o oposto assim que tiveram a sensação de toque – não quiseram deixar de a usar”, afirmou o investigador. Um dos participantes disse mesmo que ao devolver o dispositivo sensorial no fim do ensaio foi “como perder a minha mão outra vez”. 
 
“Quando se junta tecnologia de feedback sensorial a algo como uma mão protésica, juntamos a coisa mais importante que nos une como humanos – o toque”, rematou Dustin Tyler.

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Referência
Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

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