Historial de peso pode prever risco de insuficiência cardíacaNotícias de Saúde

Quarta, 19 de Dezembro de 2018 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Health Magazine

Uma equipa de investigadores concluiu que questionar um paciente sobre o seu peso aos 20 e aos 40 anos de idade, pode ajudar os médicos a prognosticarem o risco de doenças cardiovasculares.
 
É um facto que quanto maior o período em que uma pessoa é obesa, maior é o risco de insuficiência cardíaca. 
 
Por isso, Erin Michos, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, EUA, e colegas consideram que “medir o peso de uma pessoa em idades mais avançadas poderá não indicar todo o historial relativo ao seu risco”.
 
Os investigadores conduziram um estudo para o qual contaram com a participação de 6.437 indivíduos de várias regiões nos EUA. Os participantes foram recrutados entre 2000 e 2002 e, na altura, tinham idades compreendidas entre os 45 e os 84 anos. 
 
Foi solicitado aos voluntários que preenchessem um questionário com o histórico do seu peso entre os 20 e os 40 anos de idade. O peso dos participantes continuou a ser monitorizado ao longo de um período médio de 13 anos, em cinco ocasiões diferentes. 
 
O peso dos participantes foi convertido em índice de massa corporal (IMC), sendo um IMC de menos de 25 considerado normal, entre 25 e 30 excesso de peso e 30 e superior obeso. 
 
No fim do período de seguimento, 290 participantes possuíam insuficiência cardíaca, 828 tinham experienciado eventos cardiovasculares como acidente vascular cerebral (AVC), ataque do miocárdio ou morte.
 
Tal como esperavam, os investigadores observaram que os pesos registados ao longo dos 13 anos do estudo estavam associados a um risco futuro de insuficiência cardíaca. Por cada 5 pontos de aumento no IMC o risco efetivamente subia 34% após considerados fatores como idade, fumar e outros.
 
Foi apurado que um historial de obesidade aos 20 anos relatado pelos próprios pacientes (144) estava associado ao triplo do risco de insuficiência cardíaca, e que ser obeso aos 40 anos (716 participantes) duplicava o risco, em comparação a pessoas com IMC normal naquelas idades. 

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Referência
Estudo publicado na revista “JAHA”

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