Hepatite C: teste deveria ser realizado pelo menos uma vez na vidaNotícias de Saúde

Sábado, 30 de Julho de 2016 | 20 Visualizações

Fonte de imagem: odontomagazine

O teste à hepatite C deveria ser realizado pelo menos uma vez na vida, defende a Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG).

O presidente da SPG, José Cotter, lembrou que esta organização já há alguns anos que defende a realização de um rastreio à infeção pelo vírus da hepatite C.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) veio também agora defender a realização de um rastreio, tal como nós temos vindo a fazer”, referiu à agência Lusa o especialista.

A nível mundial existem 400 milhões de pessoas infetadas com os vírus da hepatite B e C, das quais entre 130 a 150 milhões com hepatite C.

“São números muito assustadores e têm de ter uma grande preocupação da comunidade médica, porque estas infeções deterioram a qualidade de vida das pessoas, mas estas infeções crónicas também levam a estadios terminais de cirrose e de cancro do fígado”, adiantou.

Em 30 a 40% dos casos com infeção por hepatite C mal tratada, a situação evolui para cirrose e, destes, cerca de 10 a 40% terá cancro do fígado.

Segundo José Cotter, em Portugal deverão existir 150 mil pessoas infetadas com o vírus da hepatite C, sendo que a incidência da hepatite B diminuiu desde que a vacina foi integrada no programa nacional de Vacinação.

No caso da hepatite B o tratamento que existe “raramente é curativo”, ao contrário da hepatite C contra a qual os fármacos de última geração conseguem a cura da doença em cerca de 95% dos casos.

De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), a 01 de julho existiam 7.840 tratamentos iniciados. Do total de utentes que já finalizaram o protocolo de tratamento, 3.005 encontram-se curados e há 122 doentes dados como não curados.

“Há expetativas enormes com este tratamento. Já se fala da erradicação da doença, mas é fundamental uma estratégia”, disse José Cotter.

Essa estratégia passa pela prevenção, a começar no ambiente escolar, pela realização de pelo menos uma análise por ano à infeção pelo vírus da hepatite C e à prevenção de comportamentos de risco, concluiu.

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Referência
Defende a Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia