Harmal, a planta que traz boas notícias à diabetesNotícias de Saúde

Terça, 28 de Abril de 2015 | 157 Visualizações

Chama-se harmina, vem da planta harmal, uma espécie comum no Médio Oriente e estudos recentes concluem que promove a multiplicação das células beta do pâncreas que, por produzirem insulina, permite regular os níveis de açúcar no sangue.

A equipa da Faculdade de Medicina de Icahn, integrada no Hospital Mount Sinai, nos EUA, analisou mais de 100.000 potenciais fármacos e concluiu que a harmina é a única substância a conseguir induzir a divisão e multiplicação de células-beta adultas de humanos em culturas laboratoriais. Um desafio que, durante anos, se tem colocado aos cientistas.

De acordo com os investigadores, a molécula harmina aumenta três vezes a produção de células beta em ratos geneticamente modificados para processar a informação da diabetes humana. “As nossas conclusões demonstram que a harmina consegue levar à proliferação de células beta a um nível relevante para o tratamento da diabetes”, indica Andrew Stewart, investigador principal do estudo. O responsável acrescenta ainda que “apesar de haver muito trabalho pela frente para melhorar a especificidade da harmina, bem como a sua potência e a de outros compostos a ela associados, acreditamos que estes resultados representam um passo em frente fundamental para um futuro tratamento mais eficaz desta doença.”

Estima-se que a diabetes afete 38 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que se manifesta quando as células beta do pâncreas deixam de produzir insulina. Como consequência, o organismo torna-se incapaz de controlar os níveis de açúcar sanguíneos, pelo que obriga a tomar insulina para compensar. Esta perda de células beta do pâncreas é considerada a principal causa da diabetes, visto que o sistema imunitário dos pacientes com esta doença ataca e destrói estas células por engano

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