Guia para os pais oferecerem um telemóvel ao filhoNotícias de Saúde

Terça, 15 de Setembro de 2015 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: brasilpost

É com a chegada do novo ano letivo – e com maior ênfase no Natal – que os mais novos pedem aos pais um telemóvel. Mas, quando, como e porquê?

‘Pai, mãe, posso ter um telemóvel?’ Antes que surja a pergunta – ou no caso de a ainda não existir uma resposta – há que saber tudo o que um telemóvel nas mãos de uma criança arrecada.

Embora não haja uma idade em concreto para que o equipamento seja oferecido, os especialistas ouvidos pelo Diário de Notícias (DN) salientam que o mais importante é a criança tenha maturidade suficiente para saber usar corretamente o equipamento.

Antes dos dez anos, nem pensar, a não ser que os pais estejam divorciados, diz a psicóloga na área do comportamento Teresa Paula Marques, explicando que, nestes casos, o telemóvel vai facilitar o contacto com o pai e com a mãe.

Mas como nos dias de hoje um telemóvel não é apenas um telemóvel, é um complexo equipamento com acesso ilimitado a Wi-Fi, é fundamental os pais terem noção dos riscos e estipularem algumas regras de uso.

Deste modo, salienta o DN, antes de oferecem o telemóvel ao filho, os pais devemavaliar a necessidade de o menor ter o equipamento, podendo não fazer sentido se a criança tiver o dia preenchido com atividades, mas pode fazer todo o sentido se o filho fizer as viagens entre a casa e a escola sozinho. Se existir, então, uma necessidade em concreto, devem os pais saber se o filho tem ou não maturidadesuficiente para usar o equipamento.

Em caso negativo, a criança deve esperar mais uns meses; em caso afirmativo, os pais devem, assim, estipular um plafond máximo para o preço do telemóvel e escolher com o filho o modelo mais adequado, estando fora de questão os mais recentes, uma vez que o uso é mais complexo e a segurança do menor pode ser colocada em risco. Ter em conta a possibilidade de boqueio de determinadas funcionalidades é também importante.

Assim que a criança já sabe que vai ter um telemóvel e qual será o modelo, são os pais que decidem o tarifário a usar, sendo a escolha mais indicada os pré-pagos e sem acesso à rede móvel.

Com carregamentos (obrigatórios ou não), os pais conseguem controlar melhor o uso do saldo e, não tendo as crianças acesso à internet, não há o risco de visitarem páginas indevidas. O acesso à internet deve apenas acontecer em casa – via Wi-Fi – e sob a vigilância dos pais, que devem manter-se a par do que os filhos fazem com o equipamento.

Mas antes de vigiar o uso do telemóvel, são necessárias regras e limites de utilização. Decidir a que horas é usado, e com que fim, as pessoas com quem podem trocar mensagens e os dias/horários em que podem aceder à internet são alguns dos controlos paternais necessários.

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