Gravidez tardia é um desafio exigente para profissionais de saúdeNotícias de Saúde

Sexta, 02 de Junho de 2017 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: pinkycloud

O facto de as mulheres terem filhos cada vez mais tarde está a lançar desafios cada vez mais exigentes aos médicos, disse hoje à agência Lusa o presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e de Ginecologia (FSPOG).
 
A propósito do 21.º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia, Daniel Pereira da Silva explicou que a "linha mestra de discussão vai ser a natalidade e o envelhecimento da população".
 
"As mulheres estão a ter filhos cada vez mais tarde e isso cria dificuldades e problemas acrescidos, exigindo dos especialistas uma conduta mais exigente e mais recursos humanos e mais diferenciados", sublinhou.
 
Segundo Daniel Pereira da Silva, os especialistas estão cada vez mais preocupados com a questão da fertilidade devido a problemas oncológicos, de obesidade, hipertensão e diabetes, patologias que surgem com o avançar da idade.
 
Desde 2015 que a taxa de natalidade está a aumentar ligeiramente em Portugal, mas, de acordo com o especialista, "à custa da faixa etária de mulheres acima dos 35 anos, o que lança desafios cada vez mais exigentes".
 
Além das patologias que surgem com a idade, o presidente da (FSPOG) salienta que se verificam nas gravidezes tardias "taxas de gemelares (gémeos) mais elevadas, mais malformações dos fetos e miomas benignos, cancro do útero ou da mama, que cria dificuldades terríveis".
 
"São cada vez mais as mães que têm filhos com 35 ou mais anos de idade, sendo que se trata de 35,5% dos casos em 2016, um aumento de 10% face a 2010", referiu.
 
Apesar da taxa de natalidade ter subido ligeiramente nos últimos dois anos e meio, Portugal é o segundo país da Europa com menor taxa de nascimentos e continuam a morrer mais pessoas do que a nascer.
 
Embora o número global de nascimentos continue baixo, Daniel Pereira da Silva realça que o "volume de trabalho não diminuiu e é mais exigente, por força das patologias que surgem após os 35 anos".

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