Gosta de comer algo antes de dormir? Escolha queijo frescoNotícias de Saúde

Terça, 30 de Outubro de 2018 | 229 Visualizações

Fonte de imagem: Serious Eats

O consumo de uma pequena refeição rica em proteínas, cerca de meia hora antes de dormir, beneficia o metabolismo, os músculos e a saúde em geral, indicou um estudo.
 
Com efeito, Michael Ormsbee e Samantha Leyh, investigadores da Universidade do Estado da Florida, EUA, descobriram que além dos benefícios acima apontados, o consumo de 30 gramas de proteína antes de ir para a cama não implica ganhos na gordura corporal. 
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram mulheres jovens ativas, com pouco mais de 20 anos de idade, que foram convidadas a consumir amostras de queijo tipo “cottage”, que é um queijo de origem anglo-saxónica muito semelhante ao queijo fresco português. A equipa pretendia analisar o impacto daquele alimento sobre a taxa metabólica e a recuperação muscular nas jovens.
 
Este foi o primeiro estudo sobre nutrição em que os participantes consumiram um alimento integral em vez de um batido de proteínas ou outro tipo de suplemento. 
 
“À semelhança dos efeitos cumulativos e sinergéticos das vitaminas e minerais quando consumidos em forma de alimentos integrais, tal como fruta ou legumes, talvez se aplique o mesmo com as fontes de alimentos integrais”, disse Samantha Leyh.
 
“Embora não possamos generalizar para todos os alimentos integrais, dado que apenas utilizamos queijo ‘cottage’, esperamos que este estudo abra a porta a futuros estudos que façam exatamente isso”, acrescentou a investigadora. 
 
Michael Ormsbee explicou que até à data, presumia-se que os alimentos integrais atuariam de forma semelhante aos dados sobre proteínas em forma de suplemento. No entanto, não havia prova que isso se verificasse. 
 
O investigador defende a importância deste estudo pois reforça a ideia que os alimentos integrais funcionam tão bem como a suplementação com proteínas e, além disso, aumenta o leque de opções para uma pequena refeição antes de dormir, que não seja um suplemento em pó ou batido.

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Referência
Estudo publicado na “British Journal of Nutrition”

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