Frutos secos de árvores reduzem recidiva de cancro do cólon?Notícias de Saúde

Terça, 23 de Maio de 2017 | 42 Visualizações

Fonte de imagem: YouTube

O consumo de pelo menos 57 gramas semanais de frutos secos de árvores poderá fazer reduzir a recidiva e risco de morte de pacientes com cancro do cólon em estádio III, apurou um estudo.
 
Os frutos secos de árvores como as amêndoas, nozes e avelãs são benéficos para a saúde segundo apuraram alguns estudos. O presente estudo, conduzido pelo Instituto do Cancro Dana Farber, EUA, procurou apurar se o consumo dos frutos de casca rija em geral ou os frutos secos de árvores poderiam beneficiar os pacientes com cancro do cólon.
 
Para o estudo, a equipa liderada por Temidayo Fadelu investigou dados de 826 pacientes com cancro do cólon em estádio III. Neste estádio, o cancro espalhou-se para os gânglios linfáticos ou tecidos adjacentes e os cinco anos de sobrevida encontram-se entre os 53% e os 89%. Os pacientes tinham completado sessões de quimioterapia.
 
Os investigadores pediram aos participantes que respondessem a um questionário sobre a alimentação. Os dados recolhidos foram utilizados para calcular o consumo semanal de frutos secos dos pacientes e se o mesmo estava associado ao risco de recidiva e sobrevivência ao cancro do cólon.
 
Foi observado que os pacientes que consumiam pelo menos 57 gramas de frutos secos por semana apresentavam um risco 42% menor de recidiva de cancro do cólon e 57% menor de morte em comparação com os pacientes que não consumiam frutos secos.
 
No entanto, a equipa descobriu que este efeito foi apenas observado com o consumo de frutos secos das árvores, sendo 46% menor de recidiva do cancro e 53% menor no risco de morte. Consumo de amendoins não foi associado a um risco significativamente menor de recidiva ou morte por cancro do cólon.
 
Os autores ressalvaram, todavia, que o facto de se consumir frutos secos das árvores não vai substituir o tratamento com quimioterapia ou outras terapias, mas sim irá funcionar como adjuvante para evitar o risco de recidiva do cancro do cólon.

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Referência
Estudo apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica; EUA

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