Fragilidade nos homens idosos: identificados os fatores que aceleram/retardam a progressãoNotícias de Saúde

Terça, 12 de Setembro de 2017 | 20 Visualizações

Fonte de imagem: Josh Teis

Não se sabe exatamente quantos adultos mais velhos são frágeis – as estimativas variam entre 4 a 59% da população adulta mais velha, de acordo com um estudo de 2015. Os investigadores afirmam que a fragilidade parece aumentar com a idade e é mais comum entre as mulheres do que os homens e em pessoas com um baixo nível de escolaridade e rendimentos. Ter pouca saúde e doenças crónicas graves também está relacionado com a fragilidade.
 
A fragilidade também tem tendência a piorar com o tempo mas, pelo menos em dois estudos, um pequeno número (9 a 14%) de adultos idosos frágeis tornaram-se mais fortes e menos frágeis com o passar do tempo. Uma equipa de investigadores decidiu analisar quais os fatores que podem predizer se a fragilidade nos homens idosos piora ou melhora como o tempo. Os resultados da investigação foram publicados na revista “Journal of the American Geriatrics Society”.  
 
Os investigadores examinaram informação recolhida de mais de 5 mil homens com idade superior a 65 anos (idade média de 73 anos) que tinham sido voluntários num estudo sobre a fratura de ossos provocada pela osteoporose. No início do estudo, entre 2000 e 2002, todos os homens viviam independentemente e conseguiam andar; nenhum deles tinha próteses da anca. A maioria dos homens participou num segundo exame cerca de quatro anos depois do início do estudo.   
 
No início do estudo, os investigadores determinaram o estado de fragilidade dos participantes através de medição da fraqueza, exaustão, massa muscular magra, velocidade da caminhada e atividade física. Também foi pedido aos participantes que preenchessem um questionário sobre raça, etnicidade, educação, estado civil, consumo de tabaco e álcool e doenças, e fizessem uma autoavaliação do seu estado de saúde. Os homens foram categorizados como frágeis (8% dos participantes), pré-frágeis (46%) ou robustos. Os investigadores também os testaram para medir a sua capacidade de pensar e tomar decisões e realizar tarefas diárias, como comer e tomar banho. 
 
Quatro anos e meio depois do início do estudo, o número de homens frágeis aumentou enquanto a proporção de homens robustos diminuiu. Entre os homens frágeis em ambas as visitas, 56% não teve alteração do estado de fragilidade, 35% tinham-se tornado mais frágeis ou morrido e 15% dos homem pré-frágeis ou frágeis tinham melhorado.
 
Ter mais força nas pernas, ser casado e uma autoavaliação de boa ou excelente saúde estavam relacionados com a melhoria do estado de fragilidade. Na verdade, os homens casados tinham 3.6 vezes mais probabilidades de melhorar o seu estado de fragilidade. Em contrapartida, os homens que tinham dificuldade em executar as suas tarefas diárias e aqueles com diabetes de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) tinham menor probabilidade de melhoria.
 
Atividades que preservam a força e exercícios focados nos músculos das pernas, a prevenção de doenças crónicas como a diabetes e a DPOC e mais apoio social podem ser boas formas de melhorar a fragilidade e retardar a sua progressão, sugerem os investigadores. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the American Geriatrics Society”