Folhosas verdes mantêm o coração saudávelNotícias de Saúde

Terça, 10 de Outubro de 2017 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: Casa Camponesa

O consumo de folhosas verdes poderá ajudar a manter o coração saudável, indica um novo estudo sobre os níveis de vitamina K e a estrutura cardíaca em jovens. 
 
Os brócolos, salsa, espinafre, couve e outras folhosas verdes são fontes ricas de vitamina K1, também conhecida como filoquinona, que é muito importante para a coagulação do sangue e para manter a saúde óssea. A falta desta vitamina faz aumentar o risco de fraturas ósseas e de hemorragia.
 
O estudo conduzido por Mary K. Douthit, Mary Ellen Fain e colegas do Instituto de Prevenção da Geórgia, na Universidade de Augusta, EUA, sugere que, com efeito, a falta de vitamina K1 pode afetar a estrutura do coração e provocar uma doença chamada hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE).
 
Apesar de a HVE afetar tendencialmente os adultos, os investigadores propuseram-se investigar jovens pois as anomalias cardíacas que têm início na infância costumam antecipar o risco de doenças cardiovasculares na idade adulta.
 
Para o estudo, a equipa contou com 766 adolescentes, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, de ambos os sexos, brancos e negros e todos saudáveis.
 
Os adolescentes foram avaliados durante sete dias relativamente à alimentação e hábitos de atividade física, através de dispositivos de acelerométrica e relatos dos participantes. A estrutura ventricular esquerda foi avaliada através de ecocardiografia. 
 
Foi verificado que os adolescentes que consumiam menos vitamina K1 tinham ventrículos esquerdos bastante maiores em comparação com os adolescentes que consumiam quantidades suficientes da vitamina. Cerca de 10% dos participantes apresentavam alguma forma de HVE.
 
Os investigadores descobriram que quanto mais vitamina K1 os adolescentes consumiam, menos tendência tinham para desenvolver HVE.
 
Mediante os resultados, os investigadores consideram que estes achados poderão “conduzir a intervenções com filoquinona na infância com o objetivo de melhorar o desenvolvimento cardiovascular e reduzir o risco subsequente de [doença cardiovascular]”.

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Referência
Estudo publicado na “The Journal of Nutrition”

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