Finalmente uma vacina contra o cancro?Notícias de Saúde

Terça, 20 de Fevereiro de 2018 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: Health Impact News

Uma equipa de investigadores conseguiu criar uma vacina a partir de células estaminais que tem o potencial de no futuro ser eficaz contra muitos tipos de cancro.
 
A vacina foi desenvolvida por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, EUA, e basicamente utiliza células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs, na sua sigla em inglês) para treinar o sistema imunitário a atacar ou prevenir tumores cancerígenos.
 
As iPSCs são um elemento-chave na medicina regeneradora. Estas células podem ser geradas a partir de células adultas e adotar qualquer função ou forma e especializar-se como qualquer tipo de célula que o organismo necessite.
 
A equipa deste estudo descobriu que muitos dos antígenos encontrados nas iPSCs estavam também presentes nas células cancerígenas.
 
Para o estudo, os investigadores retiraram células de ratinhos e produziram iPSCs, com as quais vacinaram posteriormente os animais. A vacina atuou, simultaneamente, sobre vários antígenos tumorais.
 
“Apresentámos ao sistema imunitário um maior número de antígenos tumorais presentes nas iPSCs”, disse Joseph Wu, investigador que liderou este estudo. Isto “torna a nossa abordagem menos suscetível de evasão imunitária pelas células cancerígenas”, acrescentou.
 
Quando os ratinhos receberam a vacina com as iPScs o seu sistema imunitário reagiu aos antígenos das mesmas. Mas devido ao facto de os antígenos nas IPSCs serem tão semelhantes aos das células cancerígenas, os ratinhos tornaram-se também imunes ao cancro. 
 
Como resultado, 70 ratinhos, de um total de 75 que receberam a vacina, rejeitaram totalmente células de cancro da mama e 30% apresentaram uma diminuição nos tumores quatro semanas após terem recebido a mesma. O mesmo sucedeu perante modelos de cancro da pele e do pulmão.
 
Joseph Wu explicou que a equipa ficou muito surpreendida com a eficácia da vacina na reativação do sistema imunitário para atuar sobre o cancro. Os investigadores consideram que esta abordagem poderá no futuro ser usada para atuar sobre metástases distantes e prevenir a recidiva tumoral.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cell Stem”

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