Fibra alimentar protege contra obesidade e síndrome metabólicaNotícias de Saúde

Quinta, 25 de Janeiro de 2018 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: Ritely

Um novo estudo apurou que o consumo de fibra alimentar pode prevenir a obesidade, a síndrome metabólica e ainda alterações adversas nos intestinos.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade do Estado da Georgia, EUA, o estudo indicou ainda que a fibra alimentar, nomeadamente a inulina que é fermentável, promove o desenvolvimento de bactérias benéficas no intestino grosso.
 
Para o estudo, a equipa alimentou ratinhos, durante quatro semanas, com três dietas diferentes: um grupo com ração para roedores à base de cereais, outro com uma alimentação rica em gordura (alto teor de gordura, baixo teor de fibra com 5% de celulose como fonte de fibra) ou uma dieta rica em gordura, com fibra (inulina fermentável ou celulose insolúvel).
 
A alimentação rica em gordura está ligada a um aumento na obesidade e a doenças associadas à síndrome metabólica.
 
Como resultado, foi observado que a dieta com o suplemento de inulina produziu uma diminuição do peso e da obesidade, acompanhada de uma redução no número de células adiposas.
 
O enriquecimento da dieta com a inulina fez também reduzir substancialmente os níveis de colesterol e preveniu a disglicemia (níveis anormais de glicose no sangue). Por seu lado, a fibra de celulose insolúvel causou reduções diminutas na obesidade e disglicemia.
 
A suplementação da dieta rica em gordura com inulina fez restabelecer o microbioma intestinal. No entanto, a inulina não restabeleceu o microbioma com níveis como os dos ratinhos alimentados com a dieta de ração. Manteve-se uma diferença distinta nos níveis do microbioma entre os ratinhos alimentados com uma dieta de alta gordura e os alimentados com ração.
 
A dieta rica em gordura com suplementação de celulose exerceu um efeito ligeiro sobre os níveis do microbioma.
 
Finalmente, os investigadores descobriram que trocar a dieta de ração à base de cereais, por uma rica em gordura resultou numa perda de massa do cólon nos roedores, o que, segundo os investigadores, contribui para a inflamação e síndrome metabólica. Ao mudarem de novo para uma dieta de ração, a massa do cólon foi totalmente restabelecida. 
 
Estes resultados mostram o funcionamento das fibras fermentáveis no melhoramento da saúde.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cell Host & Microbe”

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