Faz sentido ter medo de se sentar na sanita?Notícias de Saúde

Quinta, 18 de Junho de 2015 | 241 Visualizações

Muitas pessoas têm medo de apanhar doenças por se sentarem nas sanitas públicas. Há vários anos num estudo britânico, que envolveu 528 mulheres de uma clínica de ginecologia e obstetrícia, 85% das mulheres afirmaram que urinam agachadas sobre a sanita e 12% a forram com papel antes de se sentarem. Apenas 2% afirmaram que se sentavam realmente na sanita.

O New York Times explica que achar que não se deve sentar nas sanitas públicas porque se podem apanhar doenças é um mito que tem persistido por várias gerações.

Descreve ainda que apesar de na teoria poder apanhar muitas doenças numa sanita, em termos realísticos, esta superfície apresenta poucos riscos em comparação com muitas outras.

O primeiro receio a eliminar é o de apanhar doenças sexualmente transmissíveis (DST). Não há evidências médicas de pessoas que tenham contraído DSTs por se terem sentado em sanitas públicas. Os doentes contraem estas doenças geralmente da maneira tradicional, ou seja, sexualmente ou pela partilha de objetos cortantes. Os microrganismos destas doenças precisam de calor humano e não se conseguem manter em superfícies lisas de loiça, plástico ou madeira, como descreve o New York Times.

Por outro lado, estas superfícies podem abrigar bactérias e vírus até vários dias. Mesmo assim, o risco de transmissão é mínimo, a menos que o germe chegue a um corte aberto, ou seja, a uma ferida ou, através das mãos, à boca, ao nariz ou aos olhos.

Lavar bem as mãos com água e sabão é mesmo a melhor forma de se proteger. Até porque, segundo vários estudos, outras superfícies da casa de banho, como o botão da descarga, a maçaneta da porta ou a torneira, são tão sujas ou mais do que a sanita.  

As esponjas de cozinha, os equipamentos dos parques infantis, os colchões do ginásio, os telemóveis ou os teclados do computador conseguem ter tantos ou mais micróbios do que uma sanita.

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