Fármacos para incapacidade cognitiva podem aumentar… risco de demênciaNotícias de Saúde

Quinta, 27 de Junho de 2019 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Parkinson's News Today

Uma classe comum de fármacos conhecidos como anticolinérgicos poderão aumentar o risco de demência nos utilizadores, indica um estudo recente.
 
Os fármacos colinérgicos atuam através da inibição de um mensageiro químico conhecido como acetilcolina. O efeito ajuda a relaxar ou contrair os músculos. Os fármacos colinérgicos são usados no combate à depressão, para tratar os sintomas da Parkinson, problemas de bexiga, gastrointestinais e outros.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Carol Coupland, da Universidade de Nottingham, Reino Unido, o estudo teve como base a análise dos registos clínicos de 58.769 pacientes com demência, que foram comparados a 225.574 pacientes sem demência.
 
Todos os participantes tinham 55 anos ou mais de idade no início do estudo. Entre os pacientes com demência, 63% eram mulheres com uma média de idades de 82 anos. Os pacientes foram acompanhados entre 1 de janeiro de 2004 e 31 de janeiro de 2016.
 
A equipa encontrou uma associação geral entre os fármacos anticolinérgicos e um risco acrescido de demência.
 
Mais especificamente, os antidepressivos anticolinérgicos, antipsicóticos, fármacos para os sintomas de Parkinson, epilepsia e problemas de bexiga foram associados ao risco mais elevado de demência. Entre estes fármacos, os prescritos com mais frequência eram os antidepressivos, para as vertigens e bexiga hiperativa.  
 
Os investigadores concluíram que os pacientes com 55 anos ou mais de idade, que tinham tomado anticolinérgicos fortes diariamente e durante pelo menos três anos, apresentavam uma possibilidade 50% mais elevada de desenvolverem demência do que os pacientes que não tinham usado aqueles fármacos.
 
Carol Coupland recomenda que os médicos usem cautela antes de decidirem prescrever fármacos com propriedades anticolinérgicas a pacientes de meia-idade e idosos. 

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA Internal Medicine”

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