Fármacos para cancro da mama poderão tratar cancro do pulmão resistenteNotícias de Saúde

Quarta, 02 de Janeiro de 2019 | 34 Visualizações

Fonte de imagem: University of Oxford

Uma classe de fármacos usada para tratar certos tipos de cancro da mama poderá ajudar a controlar o cancro do pulmão que se tenha tornado resistente ao tratamento, indica um estudo recente.
 
Com efeito, foi observada uma redução significativa em tumores no pulmão causados por mutações num gene conhecido como EGFR, em ratinhos, na sequência do bloqueio de uma proteína denominada p110α. 
 
O achado é da autoria de uma equipa de investigadores do Instituto Francis Crick e do Instituto de Investigação do Cancro (ICR, nas suas iniciais em inglês), ambos no Reino Unido.
 
“Neste momento, os pacientes com cancros do pulmão com mutações no EGFR recebem tratamentos direcionados que são muito eficazes nos primeiros anos”, disse Julian Downward, investigador líder do estudo. 
 
Contudo, o investigador lamentou o facto de o cancro se tornar resistente a esses fármacos cerca de dois anos após o início do tratamento. O tratamento de segunda linha para estes casos é normalmente a quimioterapia, que não é direcionada e comporta efeitos adversos substanciais.
 
Os fármacos que bloqueiam a proteína p110α têm demonstrado ser promissores contra certos tipos de cancro da mama em ensaios clínicos. Assim sendo, poderão ser aprovados para uso clínico num futuro breve.
 
Para o estudo, a equipa atuou sobre uma interação específica entre a proteína RAS e a proteína p110α. O gene RAS sofre mutações em cerca de 20% dos cancros, causando o crescimento descontrolado dos tumores. 
 
A equipa bloqueou aquela interação em ratinhos com mutações no EGFR. Como resultado, os tumores diminuíram substancialmente, de dois terços para um décimo da área pulmonar.
 
“O nosso novo estudo sugere que vale a pena investigar se os inibidores da p110α podem ser usados como terapia de segunda linha. Como a nossa investigação está numa fase muito inicial, seria necessária mais investigação mesmo antes de considerarmos ensaios clínicos, mas abre uma promissora via de investigação”, comentou Julian Downward.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cell Reports”

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