Fármacos comuns podem aumentar risco de demênciaNotícias de Saúde

Quarta, 02 de Maio de 2018 | 106 Visualizações

Fonte de imagem: HealthNews

Uma equipa de investigadores estabeleceu uma associação entre o uso prolongado de certos fármacos anticolinérgicos e um maior risco de demência.
 
Este achado foi o resultado de um estudo conduzido pela equipa da Universidade de East Anglia, Inglaterra.
 
Os fármacos anticolinérgicos são usados para tratar uma variedade de doenças, desde a Parkinson, passando pela depressão, asma, doença obstrutiva pulmonar crónica e ainda a incontinência urinária. Estes fármacos atuam através do bloqueio de um neurotransmissor conhecido como acetilcolina que transporta os sinais cerebrais para controlar os músculos.
 
Para o estudo, a equipa usou informação de uma base de dados clínicos do Reino Unido de mais de 11 milhões de pacientes. Os investigadores identificaram 40.770 pacientes com demência, com idades compreendidas entre os 65 e os 99 anos e que tinham sido diagnosticados entre 2006 e 2015. Cada um desses pacientes foi comparado com sete outros pacientes sem demência, com idade semelhante e do mesmo sexo.
 
Para avaliar o efeito anticolinérgico dos fármacos prescritos aos pacientes, a equipa usou uma escala conhecida como “Anticholinergic Cognitive Burden” (ACB). Uma pontuação de 1 significava que o fármaco era “provavelmente anticolinérgico” e uma pontuação de 2 ou 3 significava que era “definitivamente anticolinérgico”. 
 
Foram analisadas 27 milhões de prescrições durante o período de 4 a 20 anos antes do diagnóstico de demência. 
 
Os fármacos com uma pontuação de 3 que tinham sido prescritos para a depressão, Parkinson e incontinência urinária foram associados a um maior risco de demência até 20 anos após o uso dos mesmos. 
 
Para os fármacos que obtiveram 1 não foi estabelecida uma associação, assim como para fármacos para problemas respiratórios e gastrointestinais que tiveram uma pontuação de 3.
 
No entanto, a análise não detetou uma associação entre um maior risco de demência e o uso de outros fármacos anticolinérgicos como anti-histamínicos e para dores abdominais.

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Referência
Estudo publicado na revista “BMJ”

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