Fármaco para diabetes pode evitar rejeição de transplantesNotícias de Saúde

Sábado, 25 de Novembro de 2017 | 148 Visualizações

Fonte de imagem: National Institute on Drug

Um fármaco para a diabetes que se encontra em desenvolvimento, poderá ser adaptado para ajudar a evitar a rejeição nos transplantes de órgãos, sem provocar os efeitos secundários dos fármacos imunossupressores atuais, demonstrou um estudo.
 
O estudo foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Londres Queen Mary, em Inglaterra, e revelou que a enzima glicoquinase faz aumentar o movimento dos linfócitos T reguladores.
 
Assim que se encontram dentro do tecido do órgão, esses linfócitos T reguladores atuam como se fossem guardiões do sistema imunitário, evitando que o mesmo rejeite o órgão transplantado.
 
A equipa descobriu, em ratinhos, que quando os linfócitos T reguladores eram tratados com um fármaco que faz aumentar a atividade da enzima glicoquinase, deslocavam-se para o tecido do órgão dos roedores em números muito superiores.
 
Seguidamente, a equipa analisou amostras de sangue de indivíduos com uma mutação genética que fazia com que a sua versão da enzima glicoquinase fosse mais ativa. Os investigadores verificaram que nesses indivíduos as células T reguladoras se deslocavam para os órgãos mais rapidamente.
 
Estes resultados sugerem que o fármaco que está a ser desenvolvido para tratar a diabetes de tipo 2, que faz aumentar a atividade da enzima glicoquinase poderá também ser usada para prevenir a rejeição de órgãos após o transplante dos mesmos.
 
Os fármacos imunossupressores usados atualmente para evitar a rejeição de órgãos apresentam vários efeitos secundários, como tornar o paciente mais suscetível a infeções e ao cancro pois não têm a capacidade de atuarem sobre a área específica do sistema imunitário que causa a rejeição de órgãos transplantados. 
 
“Com este estudo ficámos um passo mais perto de reduzir o número de pessoas que sofrem de rejeição de órgãos e de prevenir que voltem a juntar-se a uma lista de espera de transplantes cada vez maior”, comentou Jeremy Pearson, diretor clínico da Fundação Britânica para o Coração.

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Referência
Estudo publicado na revista “Immunity”

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