Fármaco para a psoríase reduz inflamação da aortaNotícias de Saúde

Quarta, 21 de Fevereiro de 2018 | 92 Visualizações

Fonte de imagem: Wall Street Journal

Um novo estudo revelou que um anticorpo usado para o tratamento da psoríase mostrou-se igualmente eficaz na redução da inflamação na aorta, que é um marcador essencial para o risco de futuros eventos cardiovasculares.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia e do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, EUA, englobou um ensaio clínico randomizado com o fármaco ustekinumab, que é usado no tratamento da psoríase, artrite psoriática e doença de Crohn. 
 
Para o ensaio, Joel M. Gelfand, primeiro autor do estudo, e equipa, recrutaram 43 pacientes que foram divididos em dois grupos. Um grupo de 22 pacientes recebeu o fármaco ustekinumab e o outros grupo, de 21 pacientes, recebeu um placebo. O tratamento teve a duração de 12 semanas.
 
Como resultado, o grupo que recebeu o ustekinumab exibiu uma diminuição de 6,6% na inflamação da aorta, enquanto o grupo do placebo evidenciou um aumento de 12% na inflamação. Isto traduz-se numa melhoria de 19% nos pacientes tratados em comparação com os sem tratamento.
 
O fármaco produziu também uma melhoria muito substancial na inflamação da pele, como esperado, em que 77% dos pacientes demonstraram uma melhoria de 75% ou mais na atividade da psoríase, em comparação com apenas 10,5% dos pacientes que tinham recebido o placebo. 
 
Joel M. Gelfand explicou que “o tipo de inflamação verificada na psoríase é semelhante à que vemos na aterosclerose – um tipo de doença cardíaca que envolve a acumulação de gorduras, colesterol e células inflamatórias nas paredes das artérias”.
 
Sendo assim, o investigador disse que a equipa propôs-se verificar se o ustekinumab conseguiria melhorar também a inflamação na aorta. “O efeito é semelhante ao que esperaríamos se puséssemos um paciente a estatinas”, concluiu.
 
O investigador mostrou-se muito otimista em relação ao fármaco como sendo promissor na redução do risco de acidente vascular cerebral e ataque do miocárdio no futuro.

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Referência
Estudo apresentado no congresso anual da “American Academy of Dermatology”

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