Fármaco para a diabetes tipo 2 reduz risco de Parkinson em 28%Notícias de Saúde

Domingo, 08 de Outubro de 2017 | 18 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um novo estudo determinou que o uso de uma classe de fármacos usada no tratamento da diabetes de tipo 2 pode fazer reduzir o risco da doença de Parkinson.
 
O estudo que teve por base a análise de mais 100 milhões de prescrições na Noruega, revelou que as glitazonas estavam associadas à diminuição do risco da Parkinson em 28%, abrindo a possibilidade de uma nova estratégia de prevenção e tratamento daquela doença neurológica.
 
As glitazonas, também conhecidas como tiazolidinedionas, são prescritas para aumentar a sensibilidade do organismo à insulina nos pacientes com diabetes de tipo 2. Este fármaco já tinha anteriormente sido analisado para avaliar a sua possível eficácia na prevenção e tratamento da doença de Parkinson, mas com resultados inconclusivos.
 
No sentido de melhor perceber a ligação entre as glitazonas e o risco da doença de Parkinson, Charalampos Tzoulis e equipa, da Universidade de Bergen, Noruega, analisaram os 100 milhões de prescrições através da Base de Dados Norueguesa, assim como outra informação sobre os pacientes a quem tinham sido prescritos aqueles fármacos.
 
A equipa analisou a ligação entre o uso de glitazonas e metmorfina (que são os principais fármacos prescritos aos pacientes com diabetes de tipo 2), e o desenvolvimento da doença de Parkinson.
 
Os investigadores identificaram 94.349 utilizadores de metmorfina e 8.396 utilizadores de glitazonas entre janeiro de 2005 e dezembro de 2014, que se adequavam aos critérios do estudo.  
 
Foi observado que os utilizadores de glitazonas apresentavam um risco 28% menor de desenvolverem Parkinson em comparação com os utilizadores de metmorfina. 
 
Embora não tenham uma explicação para este resultado, os investigadores especulam que as glitazonas poderão melhorar a função das mitocôndrias, que são os organelos que produzem a energia para as células.
 
A equipa tinha num estudo anterior descoberto que os pacientes com Parkinson demonstram uma redução na produção das mitocôndrias. “É possível que os fármacos glitazonas melhorem esse defeito fazendo aumentar a síntese do mtDNA [ADN das mitocôndrias] e a massa mitocondrial em geral”.
 
Segundo os investigadores, o estudo possui algumas limitações, mas constitui mais um passo no sentido de melhor perceber a doença de Parkinson.

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Referência
Estudo publicado na revista “Movement Disorders”

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