Fármaco para a Alzheimer rejuvenesce a fonte de energia das célulasNotícias de Saúde

Quinta, 11 de Janeiro de 2018 | 65 Visualizações

Fonte de imagem: University of Oxford

Uma equipa de investigadores descobriu os mecanismos de ação de um fármaco experimental para tratar a doença de Alzheimer e reverter o processo de envelhecimento.
 
Num estudo conduzido no Laboratório de Neurobiologia Celular Salk, EUA, a equipa descobriu que o fármaco J147, que se encontra próximo de iniciar ensaios clínicos com humanos, liga-se a uma proteína que se encontra nas mitocôndrias, que são a fonte de energia das células, e faz com que as células de ratinhos e moscas em envelhecimento rejuvenesçam.
 
O fármaco J147 foi desenvolvido pelo mesmo grupo em 2011, após a equipa ter pesquisado compostos de plantas que pudessem reverter os sinais celulares e moleculares do envelhecimento. O fármaco é uma versão modificada de uma molécula que se encontra na curcuma, uma especiaria. 
 
Os investigadores conseguiram posteriormente demonstrar que o composto tem a capacidade de reverter os problemas de memória, potencia a produção de novos neurónios e desacelera ou reverte a progressão da Alzheimer em ratinhos. O que não se sabia era como o composto funcionava a nível molecular.
 
Para o trabalho atual, a equipa conseguiu identificar o alvo molecular do J147 como sendo uma proteína que se encontra nas mitocôndrias, conhecida como ATP sintase. Esta proteína ajuda a gerar ATP (molécula que transfere energia nas células) nas mitocôndrias.
 
A equipa demonstrou que ao manipularem aquela atividade, conseguiam fazer proteger os neurónios de múltiplas toxicidades associadas ao envelhecimento do cérebro. Adicionalmente já tinha sido demonstrado que a ATP sintase controla o envelhecimento em moscas e no nematódeo C. elegans.
 
Dave Schubert, diretor do laboratório e autor principal deste estudo, mostrou-se satisfeito com os resultados: “isto realmente une tudo o que sabemos sobre o J147 em termos de ligação entre o envelhecimento e a Alzheimer”.
 
“Sabemos que a idade é o único fator contributivo para a Alzheimer, sendo que não admira que tenhamos descoberto um alvo de um fármaco que também está implicado no envelhecimento, disse Joshua Goldberg, primeiro autor do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Aging Cell”

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