Fármaco existente poderá ajudar a tratar cancro do cérebro agressivoNotícias de Saúde

Sábado, 14 de Julho de 2018 | 78 Visualizações

Fonte de imagem: Xavier

Um fármaco usado no tratamento da doença aguda da montanha, glaucoma, epilepsia e outras, poderá ser promissora no tratamento do glioblastoma, um tumor no cérebro agressivo e de desenvolvimento rápido, indicou um estudo.
 
O fármaco conhecido como acetazolamida é “barato de produzir, fácil de tomar e apresenta efeitos secundários limitados”, avançou Bahktiar Yamini, docente de Neurocirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago, EUA, e que liderou a investigação.
 
O período de sobrevivência média do glioma, ou cancro do cérebro, é reduzido, situando-se numa mediana de 14 meses. O tratamento mais comum para a doença é um fármaco conhecido como temozolomida, que não é, no entanto, eficaz em todos os pacientes.
 
A temozolomida atua sobre o ADN das células cancerígenas de forma a exterminá-las. No entanto, algumas destas células conseguem reparar os danos provocados sobre o ADN, limitando a eficácia do fármaco.
 
Os investigadores deste estudo descobriram que a maioria dos pacientes com gliomas que apresentavam níveis elevados de uma proteína conhecida como BCL-3 não respondiam aos efeitos terapêuticos da temozolomida. 
 
A proteína BCL-3 protege as células cancerígenas contra os efeitos danificadores do fármaco através da ativação de uma enzima protetora conhecida como anidrase carbónica II. Porém, a acetazolamida é inibidora da anidrase carbónica, tendo a capacidade de reparar a  da temozolomida para exterminar as células tumorais. 
 
Os investigadores experimentaram então adicionar acetazolamida temozolomida em ratinhos com gliomas e conseguiram a cura da doença nalguns ratinhos e outros tiveram um aumento da sobrevida de 30 a 40%.
 
Ao analisarem dados de estudos humanos anteriores os investigadores verificaram que os pacientes com níveis inferiores de BCL-3 e que tinham sido tratados com temozolomida tinham sobrevivido mais tempo do que os pacientes com níveis mais elevados daquele biomarcador. A equipa prepara-se agora para conduzir um ensaio sobre humanos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

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