Fármaco atrasa diabetes de tipo 1 em pacientes de alto riscoNotícias de Saúde

Segunda, 17 de Junho de 2019 | sem visualizações

Fonte de imagem: Reach Farther

Um tratamento com um fármaco de imunoterapia conseguiu desacelerar a progressão da diabetes de tipo 1 num ensaio que contou com pessoas de alto risco.
 
Conhecido como teplizumab, o fármaco de imunoterapia consiste num anticorpo monoclonal anti-CD3 e demonstrou evitar o desencadeamento da doença autoimune em pelo menos dois anos. 
 
O ensaio clínico, denominado Type 1 Diabetes TrialNet, foi uma colaboração internacional com o objetivo de identificar formas de adiar ou evitar a diabetes de tipo 1.
 
Para o ensaio, uma equipa de investigadores recrutou 76 participantes com idades compreendidas entre os oito e os 49 anos. Os participantes eram familiares de pacientes com diabetes de tipo 1 e apresentavam pelo menos dois tipos de autoanticorpos relacionados com a diabetes e uma tolerância anormal à glicose.
 
Os participantes foram divididos em dois grupos, tendo um dos grupos recebido teplizumab durante 14 dias, e o outro grupo um placebo.
 
Todos os participantes foram submetidos a testes regulares de tolerância à glicose até ao final do estudo, ou até desenvolverem diabetes de tipo 1 clínica, se esta sucedesse primeiro.
 
No decorrer do ensaio, 72% dos participantes do grupo de controlo desenvolveram diabetes clínica, contra 43% do grupo do teplizumab. 
 
A mediana de tempo para os participantes do grupo de controlo desenvolverem diabetes clínica foi de um pouco mais de 24 meses, enquanto no grupo de tratamento a mediana de tempo foi de 48 meses.
 
Os efeitos do fármaco foram mais pronunciados durante o primeiro ano após o tratamento. Durante esse período, 41% dos participantes desenvolveram diabetes clínica, maioritariamente no grupo de controlo.
 
“A diferença nos resultados foi incrível. Esta descoberta é a primeira evidência que vimos em como a diabetes de tipo 1 clínica pode ser atrasada com um tratamento preventivo precoce”, comentou Lisa Spain, cientista neste projeto, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

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Referência
Estudo publicado na revista “The New England Journal of Medicine”

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